Você é um produto do seu ambiente?

        Você concorda ou discorda dos ditos populares “o homem é produto do meio” e “o habito faz o monge”? E quanto a você? Você é um produto do seu ambiente? Se você vivesse em outro lugar seria uma outra pessoa? Se não fizesse sempre as mesmas coisas seria de outro jeito?

        Você sabia que mudanças quase idênticas se produzem algumas vezes em condições diferentes? E que mudanças desiguais se produzem em condições que parecem quase as mesmas? Veja que os humanos habitam quase todo o nosso planeta. Veja como são desiguais e tão parecidos!

        A mudança das condições de vida produz uma variabilidade mais indefinida do que definida. Talvez por isso haja tanta resistência para a mudança. Quem sabe no que a mudança de um comportamento poderá acarretar? Então, você se agarra ao senso comum que diz que “em time que está ganhando não se mexe”. Você diz que é melhor deixar tudo como está, não é mesmo?

        Mas “nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia” (Santos e Motta, 1983). É que você está sempre diante de uma escolha, e, por conseguinte, está desenvolvendo uma particularidade qualquer, modificada. Sem o saber, você modifica outras partes de você mesmo e do seu ambiente, em virtude de leis misteriosas.

        Você aceita, pois foi comprovado pela ciência, que o semelhante produz o semelhante. Você se submete as descobertas cientificas e concorda que toda a característica, qualquer que seja, se transmite por hereditariedade e que a não-transmissão se torna exceção ou processo judicial – cadê o meu DNA que devia estar ali?

Produto do meios

        Você também compreende que apesar desse caráter de exceção de algumas descendências, há forte tendência, ou mesmo provas absolutas, de que descendem todas de uma origem comum. Você já está convencido de que descende dos macacos? Mas, entretanto, há irmãos tão diferentes que parecem descender de outros pais.

 

        Mas, apesar do imenso poder da hereditariedade, as alterações nas condições de vida têm destacadas importâncias como causa de variabilidade dos seres vivos. E você sabe por que? Por que? Por que? Porque estas condições de vida atuam diretamente sobre o organismo.

        Mas você num impulso de inteligência questionara:  isso não significa que a variabilidade seja, em todas as circunstancias, uma resultante inerente e necessária destas transformações! Muito bem pensado – muitas leis desconhecidas regem a variabilidade dos organismos. Eis o mistério da fé!

        Você pode atribuir uma relativa influencia na variabilidade das espécies e dos seus comportamentos para as condições de vida dos organismos, mas não sabemos em que proporções esta influência se exerce.

Psicologia de Rebanhos

“O rebanho é os meus pensamentos e os meus pensamentos são todos sensações” (Fernando Pessoa).

        Você pode considerar como causa das mudanças nos organismos o aumento do uso ou não dos seus comportamentos ou de algumas das suas partes. Porém o resultado final torna-se complexo, se são consideradas todas estas influencias.

Referencias

DARWIN, Charles. A origem das espécies. São Paulo: Folha de S. Paulo, 2010.

SANTOS, Lulu e MOTTA, Nelson. Como uma onda. Warner, 1983.

Como é que você sabe que você é você?

        Você sabe como você sabe o que você está sentindo? Você sabe como se ligam aquilo que você sabe, a mente, e aquilo que você sente, o corpo? Vamos tentar uma compreensão, dentre outras tantas que estão por aí.

        Você sabe o que é atitude? Alguns psicólogos definem atitude como um “constructo hipotético”. Chi …. Caramba! Já começou complicando! Sem estresse! Constructo hipotético é somente uma entidade que não existe fisicamente. Calma! Calma! Não é uma entidade espiritual. É uma ideia. Constructo hipotético é uma ideia sobre alguma coisa. A psicologia está repleta de constructos hipotéticos, assim como as pesquisas cientificas.

        Mas voltemos a atitude. Alguns cientistas creem que a atitude precede e causa o comportamento de uma pessoa, quando ela se encontra diante um objeto particular ou em uma certa situação.

        Quando os psicólogos falam de atitudes se referem em geral a um afeto ou disponibilidade para responder de certa maneira frente a um objeto ou fenômeno social. Hum… continua complicado! Calma, vamos pesquisando! Afinal, segundo alguns psicólogos, todos nós somos cientistas – eu, você, a torcida do Flamengo.

        Nina Bull, entre 1947/1951, examinou a relação entre a emoção e a postura, associando essa relação como uma relação entre o corpo e a mente. Vejam que coisa fantástica ela concluiu: que existe uma relação de sentimento que está associada com a emoção e uma atitude motora (postura ou posicionamento) e que uma mudança quantitativa nos sentimentos resulta numa mudança no comportamento expressivo.

        Que máximo! Quer dizer que se eu mudar a intensidade de um sentimento, por exemplo, a raiva, eu mudarei a minha postura? Mas claro, quanto mais raivoso mais tenso a gente vai ficando. Cada vez mais vou expressando uma postura parecida como uma postura de combate, de luta!

        Seis principais estados emocionais foram denominados por Nina Bull: alegria, triunfo, medo, raiva, desgosto e depressão. Alguns deles possuem uma significação positiva, como as que se traduzem como agradáveis: alegria e triunfo. Os demais inspiram estados desagradáveis para alguns.

        Para cada emoção estudada, Nina Bull concluiu que existe um complexo particular de atitudes motoras, associadas com esta emoção. Ainda mais, ela afirma que determinados comportamentos aumentam, amplificam este sentimento. Em outras palavras, existe uma postura particular para cada emoção que intensifica as emoções, determinando-se desta forma a relação entre o afeto e o sistema nervoso.

Como voce sabe que voce e voce

        A sua atividade cognitiva, ou seja, seu pensamento, é, portanto, afetada por processos emocionais. Os rendimentos nos exames ou outras situações de avaliação podem ser diminuídos quando você é tomado por uma reação ansiosa de medo.

        Você pode estar se perguntando como isso acontece. Como as atitudes são ativadas e expressas no corpo? Tem gente que estuda isso e se apoia na hipótese de que as atitudes são ativadas e expressas no corpo através do sistema nervoso central e do sistema nervoso periférico.

        Ah… e você achava que era causado pelo sopro divino! Que nada, o neuroanatomista James Papez (1937) já demonstrara que a emoção não é função de centros cerebrais específicos e sim de um circuito, envolvendo quatro estruturas básicas, interconectadas por feixes nervosos: o hipotálamo, o tálamo, o giro cingulado e o hipocampo.

        Caramba! Quanta estrutura envolvida apenas para eu sentir raiva! É.… e ainda tem aquela tal amígdala. Amigdala? O que a sua amigdala tem a ver com as suas emoções? E quem fez cirurgia e retirou as amigdalas? Calma! Essa amigdala não é o gânglio linfático localizado na garganta, não. Essa amigdala é uma estrutura em forma de amêndoa, situada dentro da região anteroinferior do lobo temporal cerebral.

        Essa amigdala é fundamental para a autopreservação. Ela é o centro identificador do perigo. É a amigdala que gera o medo e a ansiedade e coloca o animal em situação de alerta. Sentindo medo e ansiedade você se prepara para fugir ou enfrentar o perigo. Essa amigdala cerebral é muita nossa amiga.

        Você sabe que todo cientista é uma pessoa cruel, né. Pois, então, você sabia que eles destruíram as amígdalas (são duas, uma para cada um dos hemisférios cerebrais) de um ratinho (os ratinhos são os bichinhos preferidos para a crueldade cientifica). Isso fez com que o bichinho se tornasse dócil, sexualmente não-discriminativo, afetivamente descaracterizado e indiferente às situações de risco.

        Emoções e sentimentos, como ira, pavor, paixão, amor, ódio, alegria e tristeza, são criações mamíferas, processadas no sistema límbico. É no sistema límbico que se organizam os pensamentos, as emoções e os desejos, e é onde a pessoa se reconhece como um eu. Atenção, onde se organizam e não onde se originam!

Psicologia de Rebanhos

O rebanho é os meus pensamentos e os meus pensamentos são todos sensações (Fernando Pessoa).

        Porém, esse acesso a como uma pessoa se reconhece como um eu, ainda não pode ser identificado diretamente no organismo físico. Entretanto, através da psicoterapia já percebemos alguns desses processos de identificação de como uma pessoa funciona.

Referências

FROHLICH, Sulamita e FRANCO, Carlos Alberto da silva. Os pares de nervos cranianos: uma abordagem em neurociência cognitiva. UFRJ – IM – DCC NEUROCIÊNCIA COGNITIVA E COMPUTAÇÃO MP – 01/2004. Acesso em 28 de janeiro de 2015. Disponível em

Você sabe o que você faz para se manter em pé ou em movimento?

Músculos estáticos e músculos dinâmicos

        Você sabe o que você faz para se manter em pé? Você se mantém em pé pela atividade dos seus músculos estáticos. E para se movimentar, você sabe como você faz? Ah, essa é uma atividade dos músculos dinâmicos. E o que isso tem a ver com a psicologia? Você sabe o que você faz para se manter em pé ou em movimento?

        Ah, psicologia e postura tem tudo a ver. Você sabe que os músculos da dinâmica podem ser exercitados com a finalidade de reforça-los? E que os músculos da estática podem ser exercitados em alongamento? Você sabe que os músculos abdominais possuem pouco tônus e podem relaxar por sedentarismo? Hum, você prefere barriguinha “tanquinho” ou “máquina de lavar”? Mas o que isso tem a ver com a psicologia?

 

Da deformação da postura a problemas de articulação

        Ah, psicologia e tônus muscular tem tudo a ver. Admite-se hoje que lesões articulares são devidas a problemas de postura. Também se sabe que os músculos que nos erguem também nos achatam. As posturas deformadas ou indevidas favorecem a aparição de dores musculares (por contratura), ligamentares, discais ou articulares. Mas onde entra a psicologia nisso?

 

Da rigidez muscular a insuficiência respiratória

        Ora, ora, psicologia e dores tem tudo a ver. Com quanto de facilidade você movimenta o seu tórax? Os nossos músculos respiratórios precisam de flexibilidade para se movimentar. Você pratica o alongamento dos seus músculos respiratórios para que eles recuperem seu comprimento, sua flexibilidade e sua força ativa? Um tórax que abaixa livremente pode elevar-se com maior amplitude, aumentando assim as trocas. Mas o que isso tem a ver com a psicologia?

 

Estatica e dinamica - manter-se em pe e em movimentoAntagonismo e complementaridade: equilíbrio das tensões

        Elementar, psicologia e respiração tem tudo a ver. Você sabia que nossos músculos são antagonistas e complementares? Isto é, eles se opõem ou se complementam uns aos outros, segundo as circunstancias? Pois bem, os músculos da estática são os responsáveis por nossa postura, o nosso jeito de ficar em pé, qualquer que seja o estado dos músculos dinâmicos.

 

As cadeias musculares

        Você sabia que nossos músculos, além de se oporem e se complementarem, também são parte de uma cadeia de músculos? Como parte de uma cadeia muscular, qualquer alteração ocorrida num musculo modifica toda a tonicidade da cadeia a qual esse musculo pertence. Portanto, a globalidade da nossa estrutura muscular é uma necessidade básica. Hum, isso já começa a parecer com psicologia.

 

Individualidade, causalidade, globalidade

        Hum, psicologia e necessidade tem tudo a ver. As formas adotadas pelos nossos comportamentos musculares são estritamente pessoais. São devidas as nossas necessidades individuais. Dependem de nosso patrimônio genético, de nossas atividades diárias, de traumatismos e de outros estímulos. Portanto, não há duas colunas vertebrais perfeitamente idênticas. Nós somos seres singulares e patológicos únicos. Ah, isso é a cara da psicologia!

Psicologia de Rebanhos

“O rebanho é os meus pensamentos e os meus pensamentos são todos sensações” (Fernando Pessoa).

Referencias

SOUCHARD, Philippe. RPG: fundamentos da Reeducação Postural Global. São Paulo: E. Realizações, 2003.

Como o que você vive chega no seu cérebro e como você sabe que é você quem vive o que lá chega?

        Você sabe o que é a consciência? Você pode encontrar a seguinte definição nos dicionários – a consciência é a percepção que um organismo tem de si mesmo e do que o cerca. Como o que você vive chega no seu cérebro e como você sabe que é você quem vive o que lá chega?

 

O cérebro e a consciência

        Você sabe como o seu cérebro forma as imagens das coisas que você vivencia? As coisas que você vivencia são muito diversas. Podem ser uma pessoa, um lugar, uma melodia, uma dor de dente, um estado de êxtase. Qualquer imagem em qualquer modalidade sensorial forma um padrão mental.

        Então, o cérebro forma padrões mentais para o que a gente vivencia. E, ao mesmo tempo em que o cérebro forma esses padrões mentais, o cérebro também forma um sentido de que é você quem pratica esse ato de vivenciar as coisas?

        Então, além dessas imagens existe também essa outra presença que significa você, como observador das coisas que você vivencia. O que você pode concluir que você está presente naquilo que você vivencia, pois se não houvesse essa presença, como seus pensamentos lhe pertenceriam?

        A neurobiologia da consciência defronta-se com dois problemas. Como as imagens do que você vivencia são geradas no cérebro e como o cérebro também gera o senso de que existe você que é o proprietário e observador dessas imagens.

 

Como o que você vive chega no seu cérebro e como você sabe que é você quem vive o que lá chega?

        A ciência já descobriu que alguns aspectos dos processos da consciência podem ser relacionados a operação de regiões e sistemas cerebrais específicos. Por exemplo: a consciência e o estado de vigília, assim como a consciência e a atenção básica, utilizam regiões cerebrais distintas.

        Consciência e emoção não são separáveis, pois quando a consciência está comprometida, o mesmo se dá com a emoção. Isso quer dizer, por exemplo, que a sua atenção varia de acordo com o seu estado emocional.

        Os “danados” dos cientistas também já descobriram que a consciência tem mais de um nível de organização. Num primeiro nível, a consciência é estável no decorrer da vida, não é exclusivamente humana e não depende da memória, do raciocínio ou da linguagem.

        Por outro lado, há também um segundo nível de consciência que eles chamam de consciência ampliada. A consciência ampliada é um fenômeno biológico complexo, conta com vários níveis de organização e evolui no decorrer da vida do organismo. Ela depende da memória convencional e da memória operacional. No seu caso e no meu, os humanos, também é intensificada pela linguagem.

         Você sabia que o comprometimento do primeiro nível da consciência destrói todo o edifício da consciência. E que a consciência ampliada não se sustenta separadamente sem aquele primeiro nível da consciência?

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        Você está geneticamente projetado para manter um conjunto reduzido de estados corporais e ativa-los em todos os momentos, sem precisar pensar nisso.

        O seu cérebro contém dentro de si uma espécie de modelo do todo de você, do seu corpo. “O modelo do corpo no cérebro” é uma coleção de mecanismos cerebrais cuja principal tarefa é a gestão automatizada da vida do organismo. Por isso você pode fazer tantas coisas involuntariamente, como, por exemplo, respirar, circular o sangue, salivar, ouvir, fazer xixi, etc.

        Você, o seu corpo, está representado no cérebro, de maneira abundante e variada, e essa representação está vinculada à manutenção do processo da sua vida.

 

Como acontece a consciência?

        Mas quando é que você se torna consciente? Primeiramente, é um conhecimento sem palavras. Você percebe que o seu próprio estado foi alterado por uma vivencia. E então esse conhecimento ocorre juntamente com uma representação do que foi vivido.

        A sua consciência começa como o sentimento do que acontece quando vemos, ouvimos ou tocamos – eu vi um passarinho, estou ouvindo música, gosto quando você me toca. É um sentimento que acompanha a produção de qualquer tipo de imagem.

        A forma mais simples na qual o conhecimento sem palavras emerge mentalmente é o sentimento de conhecer. O sentimento do que acontece quando você está empenhado em processar uma coisa que lhe acontece – isso está me acontecendo.

 

Esconde-esconde

        Você já sabe que muito daquilo que acontece em seu corpo é mantido, por você, de forma involuntária. E agora também já sabe que isso propicia que você priorize perceber as coisas que você vivencia.

        Essas coisas vivenciadas, na mais das vezes, fazem parte do que nos é exterior. Essa ocupação em coisas que não pertencem a você, a seu corpo, parece uma lei de sobrevivência. Porém, essa escolha encobre ou mascara a sua percepção dos estados do seu próprio corpo.

        Talvez, por isso, você perceba as emoções e os sentimentos como algo vago, impreciso e difícil de definir. E valorize tanto a consciência, a ponto de faze-la prevalecer na sua existência.

        Por que conhecer os sentimentos causados pelas emoções parece indispensável para a arte de viver, e por que a arte de viver faz um tremendo sucesso na história da natureza?

Psicologia de Rebanhos

“O rebanho é os meus pensamentos e os meus pensamentos são todos sensações” (Fernando Pessoa).

 Referências

DAMÁSIO, António. O mistério da consciência: do corpo e das emoções ao conhecimento de si. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

Como escolher um psicólogo para chamar de seu?

        Existem diferentes possibilidades para escolher o profissional mais adequado para você. Você pode recorrer a indicações de médicos, de amigos ou de familiares. Mesmo que a indicação venha de uma pessoa de confiança, o fundamental é que você se sinta à vontade com o seu psicólogo.

        O mais importante na sua relação com o seu psicólogo é que haja sigilo absoluto no que você contar para ele. Os psicólogos estão obrigados pelo seu código de conduta ética a guardar sigilo absoluto de tudo o que os seus clientes lhes contarem ou esteja relacionado com as consultas.

         O psicólogo clínico é um profissional formado em Psicologia e especializado em clínica psicológica. Possui conhecimentos na área do diagnóstico, avaliação e intervenção psicológica. Para exercer a profissão de psicólogo, é necessário que o profissional esteja autorizado pelo Conselho Regional de Psicologia.

Jung e alma humana

        Os medicamentos receitados para os problemas psicológicos são prejudiciais? Os psicólogos não estão autorizados a receitar quaisquer medicamentos. O benefício dos medicamentos é limitado a sua correta prescrição, utilização e acompanhamento.

 

        Os medicamentos não mudam a sua forma de ser e nem a sua personalidade. Nem tornam você mais otimista. Os vários medicamentos existentes não resolvem os problemas psicológicos nem a sua causa, apenas reduzem a manifestação de alguns sintomas. A resolução dos problemas psicológicos diz respeito à psicologia clínica.

        Há diferença se as consultas são com um psicólogo ou com uma psicóloga?

        Esta é uma questão polemica.

        Mas o que importa é levar em conta a competência técnica do psicólogo e a sua empatia com ele. O que se passa é que, devido a sua história de vida, você terá preferência com o fato do psicólogo ser de um determinado sexo, cor, idade, tipo físico, estilo moderno ou selvagem, etc.

        Você imagina que a relação com o psicólogo será desta ou daquela forma, de acordo com a sua necessidade emocional. Isso é que levara você a escolher aquele cara ou aquela cara psicólogo (a) para você chamar de seu.

Psicologia de Rebanhos

O rebanho é os meus pensamentos

E os meus pensamentos são todos sensações.

(Fernando Pessoa)

Entenda a diferença entre ética e moral

DAS RESPONSABILIDADES DO PSICÓLOGO

 Art. 2º – Ao psicólogo é vedado:

a) praticar ou ser conivente com quaisquer atos que caracterizem negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade ou opressão;

b) induzir a convicções políticas, filosóficas, morais, ideológicas, religiosas, de orientação sexual ou a qualquer tipo de preconceito, quando do exercício de suas funções profissionais;

c) utilizar ou favorecer o uso de conhecimento e a utilização de práticas psicológicas como instrumentos de castigo, tortura ou qualquer forma de violência.

Art. 9º – É dever do psicólogo respeitar o sigilo profissional a fim de proteger, por meio da confidencialidade, a intimidade das pessoas, grupos ou organizações, a que tenha acesso no exercício profissional.

A ÉTICA – Curta de Pablo Villaça – Duração 15:11

Psicologia de Rebanhos

“O rebanho é os meus pensamentos e os meus pensamentos são todos sensações” (Fernando Pessoa).

        “Tenho uma moral muito simples – não fazer a ninguém nem mal nem bem. Não fazer a ninguém mal, porque reconheço nos outros o mesmo direito que julgo que me cabe, de que não me incomodem. Não fazer bem, porque não sei o que é o bem, nem se o faço quando julgo que faço” (PESSOA, 1999).

Referencias

CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Código de ética. Acesso em 22 de abril de 2016. Disponível em  

PESSOA, Fernando. Livro do desassossego: composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.

 

Você não vê sentido na sua existência?

        Você se sente angustiado e não vê sentido na vida que está levando? Você se sente limitado, aprisionado e acuado? Você sente que essa vida que você está levando não é a vida que você imaginou para você? Você sente que vive a vida dos outros e não a sua própria vida?

        Você vive se lamentando muito por ter nascido nesta época de dificuldades? Não parece uma época muito inspiradora, mesmo. Você sente uma sensação de perda, pessimismo e desencanto com o presente?

        Sim, é verdade. Você tem uma mente que deixa você desanimado. Você se sente tão desanimado, mas tão desanimado que nem tem forças para o suicídio.  Que tal se você experimentasse viver sentimentos humanos e necessários, tais como a angústia, a desilusão, a tristeza, a perda e o cansaço? Somente para sair um pouco dessa sua rotina desanimada!?

Voce nao ve sentido na sua existencia

        Você está sempre se desculpando e culpando os outros, o sistema, os seus pais, a vida, tudo? O que é isso que você faz com você? Você sabe qual é o jeito certo de fazer as coisas? Você diz que faz tudo errado, mas que esse não é o seu jeito de fazer as coisas.

        Você sente muita inveja daqueles que fazem o que querem?

        Bem, é você quem acredita nisso – que eles fazem o que querem. Será que os outros fazem mesmo aquilo que querem? Você é aquele que sempre faz o que os outros querem? E você é somente aquele que queria apenas poder querer aquilo que faz!

        Se você quer ser médico (a), professor (a), padeiro (a), um “bom” (a) filho (a), corrupto (a), etc., você precisa fazer alguma coisa a respeito disso. Se você quer ter um projeto de vida e valores, você precisa fazer alguma coisa a respeito disso?

        No entanto, você se sente tão desanimado. Você se sente tão perdido. Você se sente cansado. Você se sente muito cansado.

Psicologia de Rebanhos

O rebanho é os meus pensamentos

E os meus pensamentos são todos sensações.

(Fernando Pessoa)