As emoções são ações ou movimentos

“A parte pública do processo chamo emoção e a parte privada sentimento”.

 

        “As emoções são ações ou movimentos, muitos deles públicos, que ocorrem no rosto, na voz ou em comportamentos específicos. Alguns comportamentos da emoção não são perceptíveis a olho nu. Mas podem se tornar “visíveis” com sondas cientificas modernas, tais como a determinação de níveis hormonais sanguíneos ou de padrões de ondas eletrofisiológicas.

        Os sentimentos, pelo contrário, são necessariamente invisíveis para o público, como é o caso com todas as outras imagens mentais, escondidas de quem quer que seja exceto do seu devido proprietário,. A propriedade mais privada do organismo em cujo cérebro ocorrem”.

        “As emoções ocorrem no teatro do corpo. Os sentimentos ocorrem no teatro da mente”.

 

As emoções precedem os sentimentos

        Todos os processos, que trazemos desde o nascimento para manter a nossa vida, não existem somente para produzir um estado neutro, equilibrado, a meio caminho entre a vida e a morte. Pelo contrário, a finalidade do esforço homeostático (processo de regulação do equilíbrio fisiológico) é produzir um estado de vida mais satisfatório do que neutro.

        Nós nos utilizamos de diversos processos para a sobrevivência, tais como a regulação metabólica, reflexos, respostas imunológicas, comportamentos de dor e prazer, pulsões e motivações, emoções e sentimentos.

 

        “Os sentimentos são a expressão mental de todos os outros níveis da regulação homeostática”.

 

As emoções dos organismos simples    

        Há provas abundantes de que os organismos simples exibem reações emocionais. Basta pensar no solitário paramécio, um organismo unicelular, todo feito de corpo, nada de cérebro e menos ainda de mente.

        Esse organismo simples está preparado para detectar certos sinais de perigo – variações rápidas de temperatura, vibrações excessivas ou contato com um objeto capaz de romper a sua membrana – e reagir de forma a encontrar rapidamente um local mais calmo, seguro e temperado.

 

As emoções são ações ou movimentos

        E da mesma forma, o paramécio, depois de detectar a presença do tipo de molécula de que necessita para sobreviver, nadara para o local onde houver mais rico pasto.

        Nessa criatura sem cérebro contem já a essência do processo de emoção presente nos seres humanos. A detecção de objetos ou situações que recomendam circunspecção ou evasão, ou, por outro lado, bom acolhimento e aproximação.

        A capacidade de reagir dessa forma não foi ensinada. Não há pedagogia alguma na escola dos paramécios.

        Tudo isso nos mostra como a natureza sempre se preocupou em proporcionar aos organismos vivos os meios para regularem e manterem a vida, automaticamente. Sem que seja necessária qualquer espécie de consciência, raciocínio ou decisão”.

 

Psicologia de Rebanhos

O rebanho é os meus pensamentos e os meus pensamentos são todos sensações (Fernando Pessoa).

        A psicoterapia que prioriza o trabalho com as emoções, primeiro, explora a forma como vivenciamos os nossos movimentos. Posteriormente, compreendemos a maneira como funcionamos no mundo. Essa compreensão potencializa ainda mais as nossas sensações. Assim, nos capacitamos para uma nova maneira de direcionar os nossos comportamentos, atitudes e ações. As emoções são o princípio, o meio e o fim do “como” vivemos a nossa vida.

 

Referências

 

 DAMÁSIO, António. Em busca de Espinosa: prazer e dor na ciência dos sentimentos. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.

Tensão não vem de fora para você, ela é alguma coisa que você produz

        Uma vez, encontrando-se distraído, você se perguntou sobre o significado da vida. Para que serve o estudo, o trabalho, as compras no shopping, o aborrecimento, comer, beber ou se esquentar no corpo de alguém? Enfim, em que consiste a vida? Tensão não vem de fora para você, ela é alguma coisa que você produz.

 

Enfim, qual o significado da vida?

        Se você está sentado, fique onde está. Senão, sente-se com a coluna ereta, não rígida, em uma cadeira. Feche os seus olhos e acompanhe os seus pensamentos por no mínimo cinco segundos e no máximo um minuto, caso consiga. Vamos lá, feche os olhos e acompanhe os seus pensamentos, depois volte a leitura.

        Pois bem, de volta a leitura. Vivencie o que está escrito. Deixe que os seus pensamentos se vão. Experiencie os seus pensamentos indo. Deixe as palavras irem. Vivencie as palavras indo. Como você faz isso? Não se detenha nos pensamentos. Deixe os seus pensamentos irem.

Sinta, sem usar as palavras, como você se sente.

        Agora, transfira a sua atenção para os seus pés. Sobre o que seus pés repousam? Sinta. Sem usar palavras ou imagens. Sinta cada um dos dedos dos seus pés sem move-los. Não tenha pressa. Sinta o dorso dos seus pés. Sinta os seus tornozelos. Respire.

        Sinta as suas panturrilhas. Sem pressa. Sinta os seus joelhos. Sinta as suas coxas. Respire. Sempre respire, lentamente. Sinta as suas nádegas. Você está se conhecendo ou reconhecendo. Faça esse exercício, lentamente. Sinta como você toca a cadeira que sustenta você. Respire. Sinta o seu estomago. Sinta o seu peito. Respire e perceba como você respira. Sinta as suas costas. Sinta as suas costas na cadeira, se estiverem encostadas na cadeira. Caso suas costas não estejam encostadas na cadeira, como você sente as suas costas?

 

        Sinta os seus ombros. Sinta os seus braços.  Respire. Sinta os seus cotovelos. Sinta os seus antebraços. Você está conhecendo a si mesmo. Sinta os seus pulsos. Sinta as suas mãos. Respire.

        Esfregue as suas mãos e as ponha em algum lugar do seu corpo. Sinta o calor das suas mãos. Sinta cada um dos seus dedos. Sinta o seu pescoço. Inspire, pause, expire, pause. Sinta os seus lábios. Sinta as suas faces. Faça caretas. Sinta o seu nariz. Sinta os seus olhos. Respire lentamente. Sinta todo o seu rosto.

        Sinta a sua testa. Sinta o topo da sua cabeça. Inspire, pause, expire, pause. Sinta a parte posterior da sua cabeça. Agora sinta o seu corpo como um todo: dos pés à cabeça. Sem pressa. Respire. Sinta a sua respiração. Sinta como os sons do ambiente chegam até você. Sinta como o seu corpo acolhe a atmosfera. Como você se sente agora? Não precisa responder. Apenas sinta, sem dar nome ao que você sente.

        Se puder, repita esse exercício com os olhos fechados.

 

Uma das características dos sentidos é a especialização

        Uma das características da visão é a seletividade. Quando vemos uma coisa, deixamos de ver outra coisa. Ver pode dividir o espaço em próximo e distante. Quando vemos, fazemos distinções, criamos as diferenças. Quando vemos, nos separamos do mundo. Quando vemos, separamos as coisas do mundo, em uma coisa e outra coisa. A visão nos separa do mundo.

 

        “Uma falta de contato físico produz nas crianças um aumento de irritabilidade, depressão e, em casos extremos, autismo: a falta da vontade de viver”.

 

Psicologia de Rebanhos
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
(Fernando Pessoa)

 

        A Psicologia de Rebanhos trabalha com as sensações. O sentido que damos para a vida é alimentado pela nossa maneira de selecionar o que vivenciamos. Se eu olho para algo a minha frente, deixo de ver o que está atrás de mim. Se toco em algo tenho vivencias bem distintas desse algo quando não o toco. São os nossos sentidos que nos permitem dar um sentido à vida.

 

Referências

 

GUNTHER Bernard. Sensibilidade e relaxamento: debaixo da sua mente. São Paulo: Editora Brasiliense, 1989.

Eu nunca guardei rebanhos, mas é como se os guardasse

 

O guardador de rebanhos

 

Eu nunca guardei rebanhos,

Mas é como se os guardasse.

 

Pensar incomoda como andar a chuva

Quando o vento cresce e parece que chove mais.

 

Não tenho ambições nem desejos

Ser poeta não é uma ambição minha

É a minha maneira de estar sozinho.

 

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Sinto-me nascido a cada momento

Para a eterna novidade do mundo…

 

Creio no mundo como num malmequer,

Porque o vejo. Mas não penso nele

Porque pensar é não compreender…

 

O mundo não se fez para pensarmos nele

(Pensar é estar doente dos olhos)

Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo.

 

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos

Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,

Mas porque a amo, e amo-a por isso,

Porque quem ama nunca sabe o que ama

Nem sabe por que ama, nem o que é amar.

 

Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar …

 

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Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do universo

Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer,

Porque eu sou do tamanho do que vejo

E não do tamanho da minha altura…

 

Nas cidades a vida é mais pequena

Que aqui na minha casa no cimo desse outeiro.

Na cidade as grandes casas fecham a vista a chave,

Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,

Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,

E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.

 

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Sou um guardador de rebanhos,

O rebanho é os meus pensamentos

E os meus pensamentos são todos sensações.

Penso com os olhos e com os ouvidos

E com as mãos e os pés

E com o nariz e a boca.

 

Pensar uma flor é vê-la e cheira-la

E comer um fruto é saber-lhe o sentido.

 

Por isso quando num dia de calor

Me sinto triste de goza-lo tanto,

E me deito ao comprido na erva,

E fecho os olhos quentes,

Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,

Sei a verdade e sou feliz.

 

 

CAEIRO, Alberto. O guardador de rebanhos. In PESSOA, Fernando. O guardador de rebanhos e outros poemas. São Paulo: Cultrix, 1997.

 

Convergência cultural e um laboratório de experiências politicas

Sócrates viveu em Atenas, na época de Péricles, período marcado pela criação de obras teatrais, em especial as tragédias. Atenas é, no tempo de Sócrates, o centro do mundo grego. “Atenas é um ponto de convergência cultural e um laboratório de experiências políticas, onde se firmara, pela primeira vez na história dos povos, a tentativa de um governo democrático, exercido diretamente por todos os que usufruíam dos direitos de cidadania.

Nessa democracia, a função pública dos oradores torna-se fundamental. E, consequentemente, a palavra torna-se não apenas um instrumento de ascensão política, como também um problema a preocupar retóricos e pensadores. Preparar o indivíduo para a vida pública. Conferir-lhe capacitação ou virtude política, representa, basicamente, adestra-lo na arte da persuasão através da palavra.

Atendendo a esses requisitos da ação política da Atenas democrática, para aí acorrem os sofistas.Professores de eloquência que, bem remunerados, se dispunham a ensinar aos jovens atenienses o uso correto e hábil das palavras”.

Os sofistas negam ser possível desvendar a natureza das coisas. Sustentam que todo o conhecimento é fundamentado numa convenção do que são as coisas, a partir das impressões sensíveis que temos delas. “Donde resulta que nenhuma afirmativa poderia pretender validade absoluta, só valendo relativamente as experiências e as circunstancias em que tem origem”.

“O homem é a medida de todas as coisas, das que são enquanto são e das que não são enquanto não são”. Afirma Protágoras de Abdera, exprimindo o relativismo da sofistica.

Uma nova concepção cultural e política de alma (psique)

É a partir de Sócrates que “uma nova concepção de alma (psique) passou a dominar a tradição ocidental. Antes, como em Homero, a psique era o “duplo” que podia se desprender provisoriamente durante o sono ou definitivamente, com a morte. Mas que nada tinha a ver com a vida mental ou as “faculdades” da pessoa.

Nos órficos, era o princípio superior, que se reencarnava sucessivamente. Atravessando o processo purificador que a reconduziria as estrelas e a reintegraria na harmonia universal. Mas, enquanto ligada ao corpo, só se manifestava em situações excepcionais – sonhos, visões, transes.

Nos pensadores jônicos do século VI a.C., a psique era apenas uma parte do todo. Porção do pneuma (ar) infinito que habitava o corpo. Vivificando-o provisoriamente até escapar, como último alento, na hora da morte.

É a partir de Sócrates – ou pelo menos é na literatura referente a ele e que se seguiu a sua morte – que surge a concepção de alma como sede da consciência e do caráter”.

 

Referencias

 

PLATAO. Sócrates. São Paulo: Abril Cultural, 1985.

 

Fertilizar o solo e tornar fecundos os rebanhos e os homens

        Entre os séculos 31 a.C. e 27 a.C., na Grécia, a divindade soberana é a Terra-Mãe,. A Grande Mãe, cujas estatuetas, muito semelhantes as cretenses, representam deusas de formas volumosas e traseiro grande. A função dessas divindades, representantes da Terra-Mãe, é fertilizar o solo e tornar fecundos os rebanhos e os homens.

 

        É somente a partir dos séculos 27 a.C. e 16 a.C. que montes, rios e cidades gregas recebem nome.

 

        Já existia a ideia de um mundo ordenado – Cosmogonia – criado e organizado por Zeus, o deus do alto, o soberano, “o criador”. Ordem e paternidade, os seus dois grandes atributos.

 

        Na Ilha de Minos a mulher não governava, mas reinava.

 

        Em todas as culturas primitivas. A descida a uma caverna, gruta ou labirinto simboliza a morte ritual, do tipo iniciatico. A ideia de caverna está associada o labirinto.

        No seu conjunto, o mito do Minotauro simboliza, a luta espiritual contra a repressão.

        Dédalo é a engenhosidade, o talento, a sutileza. Construiu tanto o labirinto, onde a pessoa se perde, quanto as asas artificiais de Ícaro, que lhe permitiram escapar e voar. Mas que lhe causaram a ruina e a morte.

        Ícaro é o símbolo da temeridade, da volúpia “das alturas”, em síntese: a personificação da megalomania.

        Com efeito, a cultura e a religião gregas são resultado da simbiose entre a vida no mundo mediterrâneo e os conquistadores indo-europeus, descidos do Norte.

        As fontes básicas para um estudo da civilização grega são a arqueologia e os poemas de Homero, Ilíada e Odisseia.

        Como “fonte histórica”, é preciso levar em consideração que Homero é antes de tudo um poeta e que os seus poemas não se referem, muitas vezes, a relatos históricos.

        Além do mais, os poemas de Homero foram “compostos” ou ao menos reunidos, após existirem como tradição oral, vários séculos após os acontecimentos neles relatados. Sujeitos, portanto, a inúmeras alterações.

        A Ilíada e a Odisseia foram elaboradas a partir do século 9 a.C. e contam uma mitologia que remonta ao surgimento da linguística. Considera-se que a linguística surge entre os séculos 27 a.C. e 16 a.C.. Portanto, a Ilíada e a Odisseia contam uma mitologia que já vinha, pelo menos, de sete séculos, em relação a civilização creto-micênica. De outro, sofreram, sem dúvida alguma, adições posteriores.

        De seu mundo indo-europeu os gregos trouxeram para a Grécia antiga um tipo de religião essencialmente celeste, urânica, olímpica, com nítido predomínio do masculino, que irá se encontrar com as divindades advindas do oriente, de Creta, de caráter subterrâneo e agrícola, e, portanto, de feição tipicamente feminina.

        Dioniso e Afrodite são seguramente divindades asiáticas.

        O sincretismo creto-micênico faz que as divindades gregas tivessem um caráter essencialmente composto, miscigenado e heterogêneo, o que explica a multiplicidade de funções e um entrelaçamento de mitos em relação a uma mesma divindade.

 

Referencias

 

BRANDÁO, Junito de Souza. Mitologia grega: Volume I. Petrópolis: Editora Vozes, 1987.

Algo completamente distinto da alma

Saia desse corpo que não lhe pertence!
 
Capitulo 5

 

René Descartes (1596-1650) “parece ter instalado definitivamente a divisão corpo-mente. O homem era constituído por duas substâncias: uma pensante, a alma, a razão e outra material, o corpo, como algo completamente distinto da alma.

Mesmo se já se pensasse o ser humano como constituído por um corpo físico e uma outra parte subjetiva, a partir de Descartes essa divisão foi realmente instituída e o físico passou a estar ao serviço da razão” (Barbosa, Matos e Costa, 2009).

 

Eis que durante o século 18 concretiza-se na Europa, notadamente na França, o movimento cultural denominado Iluminismo, cujas principais características estão resumidas e simbolizadas nas cores da bandeira francesa: liberdade (azul), igualdade (branca), fraternidade (vermelha).

O Iluminismo busca o conhecimento da natureza através da razão, com o objetivo de torná-la útil ao homem. O Iluminismo alardeia maior liberdade econômica e política do estado; promove o intercâmbio intelectual e o desenvolvimento da ciência; é contrário a intolerância da Igreja e do Estado.

O nome Iluminismo deriva de que a razão, que é luz, ilumina, em contraposição a séculos de trevas de domínio das crenças dogmáticas católicas.

O Iluminismo promove mudanças políticas, econômicas e sociais, baseadas nos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade.

 

 “Cabe lembrar que os ideais iluministas (século XVIII) acabaram por acentuar a depreciação do corpo, dissociando-o da alma, retomando a dicotomia corpo-alma, arquitetada na antiguidade clássica” (Pelegrini, 2005).

 

A ideia do “corpo como algo separado da pessoa só é pensável, portanto, em sociedades individualistas em que as pessoas são separadas umas das outras”. Essa ideia pode ser imputada “aos primeiros anatomistas e à filosofia mecanicista, tendo, portanto, uma demarcação histórica localizada entre os séculos XV e XVII” (Rauter, 2013).

 

Diante desse estado de coisas “percebe-se que é apenas na passagem do século XVII ao XVIII que o sujeito se torna “indivíduo”, e é apenas no final do XIX que este indivíduo ganha uma subjetividade.

Não há, portanto, simetria entre sujeito e subjetividade, não existe naturalmente esta unidade e esta fidelidade a si mesmo – esta relação, esta colagem das características subjetivas em um sujeito.

Esta individualização da subjetividade, é resultado dos jogos de normalização e de marcação da identidade, característicos das sociedades Ocidentais modernas” (Prado Filho e Martins, 2007).

 

“O sentimento de individualidade que os historiadores identificam como a emergência do eu no século XVIII irá, a partir da segunda metade do século XX, privilegiar a identidade corporal.

Assistiremos a uma identificação do indivíduo com o seu corpo” (Moreira).

 

Referencias

 

BARBOSA, M. R.; MATOS, P. M.; COSTA, M. E. Um olhar sobre o corpo: o corpo ontem e hoje. Psicologia & Sociedade; 23 (1): 24-34, 2011. Outubro de 2009. Acesso em 05 de junho de 2015. Disponível em 

 

MOREIRA, Jacqueline de Oliveira. O corpo como um acessório: um lugar possível para os tatoos e piercings. Acesso em 27 de fevereiro de 2015. Disponível em

 

PELEGRINI, Thiago. Imagens do corpo: reflexões sobre as acepções corporais construídas pelas sociedades ocidentais. Revista Urutágua – revista acadêmica multidisciplinar –  – Quadrimestral – Nº 08 – Dez/Jan/Fev/Mar de 2005/6 – Maringá – Paraná – Brasil – ISSN 1519.6178. Centro de Estudos Sobre Intolerância – Maurício Tragtenberg, Departamento de Ciências Sociais – Universidade Estadual de Maringá (DCS/UEM). Acesso em 20 de julho de 2015. Disponível em 

 

PRADO FILHO, Kleber; MARTINS, Simone. A subjetividade como objeto da (s) Psicologia (s). Psicologia & Sociedade; 19 (3): 14-19, 2007. Acesso em 07 de setembro de 2013. Disponível em

 

RAUTER, Raíssa Völker. A Relação Do Sujeito Contemporâneo Com O Corpo: Uma reflexão à luz da psicologia analítica. 2013. Acesso em 20 de julho de 2015. Disponível em