Como se forma um paradigma?

        Bem, como não podia deixar de ser, o termo paradigma tem origem no grego e significa modelo ou padrão. Como se forma um paradigma? Então, paradigma corresponde a algo que vai servir de modelo ou exemplo a ser seguido em determinada situação.

        Lá pelos anos 1900 e bolinhas, o conceito de paradigma era específico da gramática. Saussure (1857-1913), utiliza o termo paradigma para se referir a uma relação estrutural entre elementos da linguagem que assim forma o significado das coisas… cri, cri, cri…

        Thomas Kuhn (1922-1996) designou que as práticas realizadas nas pesquisas cientificas geram um paradigma. Esse paradigma leva em conta aquilo que tem que ser observado, como deve ser observado e como valorizar o resultado de uma pesquisa específica. Portanto, originalmente, o paradigma é uma escolha de procedimentos.

Como se forma um paradigma

        Você entende então que paradigma é um modelo que você escolhe para ser seguido? Você é capaz de entender como um paradigma pode afetar a sua vida? Você compreende a visão que você tem sobre ela, a sua vida?

 

        Qual é o entendimento que você tem a respeito do seu comportamento e da sociedade em que você vive?

 

Psicologia de Rebanhos

“O rebanho é os meus pensamentos e os meus pensamentos são todos sensações” (Fernando Pessoa).

        Iniciamos os nossos hábitos com a nossa primeira respiração. Do mesmo jeito que a respiração, os hábitos são comportamentos que fazemos sem mesmo nos dar conta que praticamos.

Como se forma um paradigma? – Duração 3:22.

Referencias

Wikipédia. Paradigma. Acesso em 04 de junho de 2016. Disponível em

Como eu sei que eu sou eu?

        A sua mente está cheia de imagens. Imagens de objetos, de situações e de pensamentos. Além dessas imagens existe também uma outra presença que é você. Você, o observador das coisas que acontecem na sua mente.

        Se não houvesse esse observador, como você poderia dizer que os seus pensamentos pertencem a você? “Quem sou eu para mim? Só uma sensação minha” (Pessoa, 1999). Eu sou uma sensação minha. Você é uma sensação sua. E o que faz você ter essa sensação? A consciência de que você se observa? Então, você é a sua consciência e a sua consciência é você? Cri, cri, cri…

        Observações neurológicas e experimentos neuropsicológicos revelam que consciência e emoção não são separáveis, quando a consciência está comprometida, o mesmo se dá com a emoção. E as relações entre um organismo e um objeto formam os conteúdos da consciência.

como-eu-sei-que-eu-sou-eu-imagens-da-mente        A sua consciência começa com os sentimentos do que acontece quando você vê, ouve, toca, cheira e saboreia.

        A sua mente está empenhada em formar as imagens das coisas existentes no mundo, do mundo fora de você. A sua mente não enxerga o seu corpo como um objeto fora de você. A sua mente oculta com eficácia a consciência do seu próprio corpo.

        Essa função prioritária de formar imagens mentais, baseadas em objetos e eventos que não pertencem ao corpo, mascaram a realidade do seu próprio corpo.

        O conhecimento dos sentimentos causados pelas suas emoções parece ser indispensável para a sua sobrevivência.

 

Psicologia de Rebanhos

O rebanho é os meus pensamentos

E os meus pensamentos são todos sensações.

(Fernando Pessoa)

 

Referências

DAMÁSIO, António. O mistério da consciência: do corpo e das emoções ao conhecimento de si. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

PESSOA, Fernando. Livro do desassossego: composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.

Você já sentiu isso?

        Você já sentiu aquele frio na barriga, o coração batendo mais forte, parecendo que vai sair pela boca, e a respiração ofegante? Você não sabe o que é, mas deixa você paralisado. Você sente que está plantado no chão e ao mesmo tempo parece que vai explodir como um foguete em direção ao espaço.

        Você não consegue reter nenhum pensamento, nem a sua voz parece ser emitida. Você grita e não ouve a sua voz. Você deseja sair de onde está, mas não dá. Você está imóvel. Medo e ansiedade é pouco. Você está em pânico.

        Esses são sentimentos que impedem você de alcançar seus maiores sonhos e objetivos.

voce-ja-sentiu-isso

        Agora, imagine se você tivesse em mãos um mapa. Um guia que lhe mostrasse em detalhes o passo-a-passo para lhe tirar desse lugar de dor e sofrimento.

 

        Um guia cheio de conhecimento de você mesmo. E, depois de algum tempo seguindo esse guia, o seu medo, a sua ansiedade e a falta de conhecimento se transformam em confiança, novos comportamentos e sabedoria para você ser o motorista da sua viagem, para você dirigir a sua vida.

        Você tem agora uma decisão a tomar: continuar parado e paralisado observando seus sonhos e objetivos ficarem cada vez mais distantes.

        Ou decidir lutar pelo que é seu, pelo que você é. Lutar por você. Mover-se. E seguir o caminho que irá suprir as suas necessidades e orientar você para viver a vida que você sempre sonhou. E tornar você o guia de si mesmo.

Angustia, Fuga ou luta?

        Um rato fechado numa gaiola é submetido a descargas elétricas periódicas, transmitidas pelo chão dessa gaiola. Em resposta a cada descarga, ele se agita, mas sem ter como fugir, se imobiliza, inibe-se e cria lesões orgânicas, sucumbe ao estresse, sofrimento. Angustia.

                Outro rato agora está fechado em duas gaiolas com uma passagem entre elas. As gaiolas produzem descargas no chão, alternadamente. Ele foge de uma gaiola para outra quando recebe uma descarga. Embora sujeito a estímulos produtores de estresse, ele não sofre de nenhum distúrbio vegetativo durável e não desenvolve lesões orgânicas. Fuga.

        Agora, um rato fechado numa gaiola com outros ratos. Cada vez que se produz uma descarga, os ratos se agridem entre si. Essa reação agressiva espontânea, se bem que irracional (não direcionada ao estimulo do estresse) e ineficaz (não evita o estimulo do sofrimento), mas lhes permite evitar distúrbios vegetativos e lesões orgânicas duráveis. Luta.

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Angustia, Fuga ou luta?

        Esses fenômenos foram postos em evidencia pelas experiências de Henri Laborit (1914-1995). Em 1980, o cineasta Alain Resnais transferiu as experiências de Laborit para o comportamento humano com o filme Meu Tio da América.

 

Psicologia de Rebanhos

O rebanho é os meus pensamentos

E os meus pensamentos são todos sensações.

(Fernando Pessoa)

        Identificamos três tipos de comportamento realizado por um organismo em resposta a um estimulo aversivo: angustia, luta ou fuga. Se o organismo foge do estimulo, ele não desenvolve distúrbios e lesões duráveis. Se o organismo luta, mesmo que seus esforços sejam infrutíferos para erradicar o estimulo aversivo, o organismo não desenvolve distúrbios e lesões duráveis. Entretanto, se o organismo, diante de um estimulo aversivo, se imobiliza, não sabe o que fazer, nessa situação o organismo desenvolve distúrbios e lesões duráveis – o sofrimento.

 

Henri Laborit em “Meu tio da América” (1ªparte) – Dublado e legendas em espanhol – Duração 7:22. Você pode acessar outras duas partes pelo Youtube.

Mon oncle d’Amérique – My American Uncle (1980) de Alain Resnais, 1980 (filme completo) – Opções de legendas – Duração 2:01:00