A cristianização se confirma nas ideias de Aristóteles

        Se com Agostinho assistimos à conciliação do pensamento de Platão com o cristianismo, é com Tomás de Aquino que a cristianização se confirma nas ideias de Aristóteles.

 

A perfeição divina

        “Para Aristóteles, uma definição não implica jamais a existência, logica ou empírica” de algo. “Assim, em Aristóteles, a distinção entre essência e existência é puramente conceitual, logica”. Essência e existência são apenas palavras, nada mais do que palavras.

        Enquanto isso, “Tomás de Aquino conclui que a definição da essência das criaturas não implica” na existência das criaturas. Para ele, algo pode ser sem existir. Essa ideia faz com que ele conclua que as criaturas “não existem por si mesmas, e sim devido a uma outra realidade”.

        Tomás de Aquino foi “agraciado” pelo seu “espirito analítico, a capacidade de ordenação metódica e a habilidade dialética que ele aliava a um profundo sentimento de fé cristã”.

        Quando Tomás de Aquino faz uma distinção real, não meramente conceitual, entre a essência e a existência, ele inaugura o fundamento metafisico da possibilidade ou não-possibilidade da existência das criaturas. Ele introduz no pensamento de Aristóteles, sem a autorização daquele, a ideia de criação. O ambiente em que vive Tomás de Aquino propicia a criação de Deus.

“Apenas em Deus haveria identidade entre essência e existência”.

 

As vias que levam a Deus

        Com a premissa de que existe uma essência responsável pela existência de todas as demais criaturas, Tomás de Aquino prova a existência de Deus através de cinco vias estritamente apoiadas na razão.

“A primeira fundamenta-se na constatação de que no universo existe movimento. Todo movimento tem uma causa, que deve ser exterior ao próprio ser que está em movimento, pois não se pode admitir que uma mesma coisa possa ser ela mesma a coisa movida e o princípio motor que a faz movimentar-se”. Somente Deus.

“A segunda via diz respeito a ideia de causa em geral. Todas as coisas ou são causas ou são efeitos, não se podendo conceber que alguma coisa seja causa de si mesma”. Somente Deus.

“A terceira via refere-se aos conceitos de necessidade e possiblidade”. Se alguma coisa pode ou não existir, então ela não possui uma existência necessária e sim possível. “Assim, o possível não teria em si razão suficiente de existência. Para que o possível exista é necessário, portanto, que algo o faça existir”. Somente Deus para fazer algo existir.

“A quarta baseia-se nos graus hierárquicos de perfeição observados nas coisas”. Todas as criaturas existentes são diferentes entre si com diversos graus de capacidade, potencialidade, função, extensão, duração, etc. “Devera existir, portanto, uma verdade e um bem em si: Deus”.

A quinta via fundamenta-se na ordem das coisas. Todas as operações dos corpos materiais tenderiam a um fim. Deus.

 

        Com o pensamento de Tomás de Aquino, todas as provas da existência de Deus estão contidas nas cinco vias explicativas da realidade apresentadas anteriormente.

        “Torna-se perfeitamente concebível pela razão que o mundo seja um conjunto de criaturas contingentes, cuja existência é dada por Deus, criadas a partir do nada e escalonadas segundo graus diversos de perfeição e participação na essência e existência divinas”.

Assim, Tomás de Aquino, comprova pela razão que Deus existe.

 

Psicologia de Rebanhos

O rebanho é os meus pensamentos

E os meus pensamentos são todos sensações.

(Fernando Pessoa)

 

        A Psicologia de Rebanhos traz esse pensamento de Tomás de Aquino para questionar essas possibilidades “infinitas e ilimitadas” que a razão nos proporciona. Bem como, chamar a atenção para a desvalorização que essa mesma capacidade da nossa mente, de pensar infinita e ilimitadamente, faz dos nossos outros sentidos. Afinal, os nossos pensamentos são apenas as nossas próprias sensações do mundo aferidas biologicamente.

 

Referencias

 

DE AQUINO, Santo Tomás. O ente e a essência. São Paulo: Abril Cultural, 1985.

Algo completamente distinto da alma

Saia desse corpo que não lhe pertence!
 
Capitulo 5

 

René Descartes (1596-1650) “parece ter instalado definitivamente a divisão corpo-mente. O homem era constituído por duas substâncias: uma pensante, a alma, a razão e outra material, o corpo, como algo completamente distinto da alma.

Mesmo se já se pensasse o ser humano como constituído por um corpo físico e uma outra parte subjetiva, a partir de Descartes essa divisão foi realmente instituída e o físico passou a estar ao serviço da razão” (Barbosa, Matos e Costa, 2009).

 

Eis que durante o século 18 concretiza-se na Europa, notadamente na França, o movimento cultural denominado Iluminismo, cujas principais características estão resumidas e simbolizadas nas cores da bandeira francesa: liberdade (azul), igualdade (branca), fraternidade (vermelha).

O Iluminismo busca o conhecimento da natureza através da razão, com o objetivo de torná-la útil ao homem. O Iluminismo alardeia maior liberdade econômica e política do estado; promove o intercâmbio intelectual e o desenvolvimento da ciência; é contrário a intolerância da Igreja e do Estado.

O nome Iluminismo deriva de que a razão, que é luz, ilumina, em contraposição a séculos de trevas de domínio das crenças dogmáticas católicas.

O Iluminismo promove mudanças políticas, econômicas e sociais, baseadas nos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade.

 

 “Cabe lembrar que os ideais iluministas (século XVIII) acabaram por acentuar a depreciação do corpo, dissociando-o da alma, retomando a dicotomia corpo-alma, arquitetada na antiguidade clássica” (Pelegrini, 2005).

 

A ideia do “corpo como algo separado da pessoa só é pensável, portanto, em sociedades individualistas em que as pessoas são separadas umas das outras”. Essa ideia pode ser imputada “aos primeiros anatomistas e à filosofia mecanicista, tendo, portanto, uma demarcação histórica localizada entre os séculos XV e XVII” (Rauter, 2013).

 

Diante desse estado de coisas “percebe-se que é apenas na passagem do século XVII ao XVIII que o sujeito se torna “indivíduo”, e é apenas no final do XIX que este indivíduo ganha uma subjetividade.

Não há, portanto, simetria entre sujeito e subjetividade, não existe naturalmente esta unidade e esta fidelidade a si mesmo – esta relação, esta colagem das características subjetivas em um sujeito.

Esta individualização da subjetividade, é resultado dos jogos de normalização e de marcação da identidade, característicos das sociedades Ocidentais modernas” (Prado Filho e Martins, 2007).

 

“O sentimento de individualidade que os historiadores identificam como a emergência do eu no século XVIII irá, a partir da segunda metade do século XX, privilegiar a identidade corporal.

Assistiremos a uma identificação do indivíduo com o seu corpo” (Moreira).

 

Referencias

 

BARBOSA, M. R.; MATOS, P. M.; COSTA, M. E. Um olhar sobre o corpo: o corpo ontem e hoje. Psicologia & Sociedade; 23 (1): 24-34, 2011. Outubro de 2009. Acesso em 05 de junho de 2015. Disponível em 

 

MOREIRA, Jacqueline de Oliveira. O corpo como um acessório: um lugar possível para os tatoos e piercings. Acesso em 27 de fevereiro de 2015. Disponível em

 

PELEGRINI, Thiago. Imagens do corpo: reflexões sobre as acepções corporais construídas pelas sociedades ocidentais. Revista Urutágua – revista acadêmica multidisciplinar –  – Quadrimestral – Nº 08 – Dez/Jan/Fev/Mar de 2005/6 – Maringá – Paraná – Brasil – ISSN 1519.6178. Centro de Estudos Sobre Intolerância – Maurício Tragtenberg, Departamento de Ciências Sociais – Universidade Estadual de Maringá (DCS/UEM). Acesso em 20 de julho de 2015. Disponível em 

 

PRADO FILHO, Kleber; MARTINS, Simone. A subjetividade como objeto da (s) Psicologia (s). Psicologia & Sociedade; 19 (3): 14-19, 2007. Acesso em 07 de setembro de 2013. Disponível em

 

RAUTER, Raíssa Völker. A Relação Do Sujeito Contemporâneo Com O Corpo: Uma reflexão à luz da psicologia analítica. 2013. Acesso em 20 de julho de 2015. Disponível em

 

Como é que você sabe que você é você e não uma coisa ou outra pessoa?

Minha alma é uma orquestra oculta; não sei que instrumentos tangem e rangem, cordas e harpas, timbales e tambores, dentro de mim. Só me conheço como sinfonia.
Fernando Pessoa, Livro do desassossego
O que não consigo construir, não consigo entender.
Richard Feynman

 

O que é a consciência? Como é que você sabe que você existe? Como é que você sabe que você é você e não uma coisa ou outra pessoa? O que lhe permite saber que você pensa?

Bem, primeiro é preciso ter uma mente, mas apenas ter uma mente não é suficiente, pois muitos outros animais também têm mente. Porém, nós temos algo que os demais animais não têm, de acordo com nossos conhecimentos atuais – nos humanos temos uma mente dotada de subjetividade (a subjetividade é uma produção da mente?).

Mas a subjetividade ainda não explica o que vem a ser a consciência. Porém, sabemos que na ausência da consciência, nós não temos um ponto de vista pessoal. Sem a consciência nós não sabemos que existimos, nem que outras coisas existem. Sem a consciência, nós não sabemos.

Duas questões básicas sem repostas

Primeira: como o cérebro constrói a mente?

Segunda: como o cérebro torna essa mente consciente?

        A mente consciente surge quando um algo chamado de eu é adicionado a um processo mental básico. Quando não ocorre esse algo chamado de eu na mente, essa mente não é consciente.

        Uma enorme quantidade de atividades mentais ocorre sem que sejamos conscientes de que elas acontecem. A consciência é um processo e não uma coisa e presumivelmente encontra-se presente, mesmo que dela não estejamos conscientes.

Podemos considerar o processo do eu de duas perspectivas.

Uma é a do eu que observa os funcionamentos da mente.

A outra perspectiva é a do eu que conhece – aquilo que nos diz que estamos vivendo tal coisa e que nos permite refletir sobre essa vivencia.

Ora percebemos que percebemos, ora não, mas sempre o sentimos.

        Tudo o que um homem chama de seu supõe a existência de um eu que se percebe como objeto – meu corpo, minhas ideias, minhas lembranças, minhas dores, meus desejos, etc. existimos para nós como um objeto – eu-objeto.

Mas também podemos supor a existência de algo que permite que a sua mente saiba que esses eu-objetos existem e pertencem a seu dono que é você mesmo.

O que faria essa separação entre o que pertence e o que não pertence a mim? O que faz com que eu discrimine o que é meu do que que não é meu? O que faz com que eu faça a diferença entre o meu desejo e o meu carro novo?

Então, temos um eu que me autoriza a dizer que há coisas em mim que me pertencem e temos um outro eu que me diz que eu sou aquele a quem essas coisas pertencem.

Existe, então, um eu-sujeito, como um eu que conhece.

        “A mera presença de imagens organizadas transitando em um fluxo mental produz uma mente, porém, a menos que algum processo suplementar seja adicionado, a mente permanece inconsciente. O que falta nessa mente inconsciente é um eu”.

        De acordo com essa ideia, o passo decisivo para o surgimento da consciência não é a produção de imagens. O passo decisivo é tornar nossas essas imagens.

        De acordo com essas hipóteses sobre a existência de um eu-sujeito, aquele que conhece, nos encaminhamos para assegurar a existência de um eu concebido em bases biológicas. Isto é, o eu não deve ser confundido com uma entidade metafisica conhecedora.

 

Referencias

 

DAMÁSIO, António R. E o cérebro criou o homem. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

Uma doutrina constituída por algumas regras de conduta moral

A patrística, um instrumento de contestação

        Como era o cristianismo no seu começo? Havia uma doutrina, regras de moral, uma ética? Como era a crença dos cristãos no começo do cristianismo?  O que nos apresenta aos nossos dias é que o cristianismo foi uma doutrina constituída por algumas regras de conduta moral e pela crença na salvação através do sacrifício de Cristo.

        No começo, o cristianismo foi uma religião que servia de instrumento de contestação da ordem imperial vigente. Os cristãos viviam em permanente conflito com os senhores romanos. O cristianismo não tinha nenhuma fundamentação filosófica. O cristianismo era uma religião revelada pelo sacrifício de Cristo.

        Mas para além de um espanto passageiro, uma revelação necessita de manutenção para se perpetuar. Sendo assim, os cristãos precisavam desenvolver instrumentos de defesa para sobreviver. E perceberam que além do espanto, a revelação deveria ser temida. Uma religião, para ser apreciada como uma religião de fato, precisa provocar terror e temor.

        O poder estava com os temidos romanos que haviam construído o seu império pelo terror e pelo convencimento.  O terror vinha da força das armas e o convencimento da força do pensamento.

        Os cristãos então se esforçaram para conciliar as verdades reveladas com ideias filosóficas. Assim, os primeiros pensadores cristãos revestiram a revelação cristã de elementos da especulação da filosofia grega.

 

Uma teoria dogmática do conhecimento

        O primeiro grande filosófico cristão foi Agostinho. Apesar de filosofo foi feito santo. Bem, ele foi considerado santo não por ser filosofo, mas por ter se convertido a crença no deus cristão. Ou seria porque, para a igreja católica, o acesso a Deus necessita de intermediário?

        As ideias filosóficas platônicas ainda mantinham o seu glamour na época de Agostinho (354-430). Novos platônicos “sustentavam a tese de que não é possível encontrar um critério de evidencia absoluta e indiscutível, o conhecimento limitando-se ao meramente verossímil, provável ou persuasivo”.

        “Para os céticos, a fonte de todo o conhecimento era a percepção sensível, na qual não se poderia encontrar qualquer fundamento para a certeza, já que os sentidos forneciam dados variáveis e, portanto, imperfeitos”.

        “O erro – diz Agostinho – provem dos juízos que se fazem sobre as sensações e não delas próprias. A sensação enquanto tal jamais é falsa. Falso é querer ver nela a expressão de uma verdade externa ao próprio sujeito”.

 

A ação da alma sobre o corpo

uma-doutrina-constituida-por-algumas-regras-de-conduta-moral

        É com Platão (428-348 a.C.) que surge a ideia de que o homem é uma alma que habita um corpo. Portanto, a alma é a ideia que Platão faz do que devia ser o homem. Por outro lado, Platão considera que qualquer conhecimento verdadeiro precisa ser necessariamente estável e permanente. O conhecimento, portanto, não seria apreendido pela percepção sensível (alma com corpo), posto ser enganosa. O verdadeiro conhecimento estaria no mundo das ideias (alma sem corpo).

 

A doutrina da iluminação divina

        Agostinho também se utiliza do ensinamento de Platão de que “o princípio espiritual de todas as coisas é, ao mesmo tempo, causa de sua própria existência”.

        Agostinho, então, conclui que “todo conhecimento verdadeiro é o resultado de um processo de iluminação divina, que possibilita ao homem contemplar as ideias, arquétipos eternos de toda a realidade”.

 

Deus, infinitamente bom …

        Portanto, “Deus seria a realidade total e plena”. Deus seria a essência, a substancia, o ser primeiro de todas as coisas. Assim, Agostinho liga a revelação cristã a filosofia platônica.

        “Agostinho concebe a unidade divina como plena, viva e guardando dentro de si a multiplicidade. Deus compreende três pessoas iguais e consubstanciais: Pai, Filho e Espirito Santo. O Pai é a essência divina em sua insondável profundidade. O Filho é o verbo, a razão ou a verdade, através da qual Deus se manifesta. O Espirito Santo é o amor, mediante o qual Deus dá nascimento a todos os seres”.

        Os gregos concebiam deus como um artífice que criava um material não-criado. Ou seja, para os gregos, deus dava ordem ao que sempre existira. Deus transformava em cosmos o caos originário. Deus dava uma forma ao que sempre existira.

        Aqui, Agostinho se diferencia da concepção grega de deus. Para Agostinho, “Deus, por sua própria essência, é criador de todos os seres, a partir de nada além dele e como consequência apenas de seu amor infinito”. Para Agostinho, nada existe antes de Deus.

 

O homem e a essência do pecado

        Assim, Agostinho, a partir do pensamento racionalista de Platão, concebe um Deus de bondade absoluta e o homem como um desprezível miserável condenado a danação eterna. Porém, nem tudo está perdido! Para Agostinho, a eternidade somente é eterna para Deus. Portanto, o homem está condenado a danação eterna, mas não é uma eternidade ETERNA. O homem pode mudar a sua danação de eterna para passageira.

        Salve! Condenado e salvo por Agostinho, esse homem desprezível e miserável é possível de ser recuperado da condenação eterna. Basta que aceite a graça divina! Eis a palavra da fé! A verdade revelada! Eis o princípio da antropologia cristã pensada por Agostinho e propagada pela igreja católica. Assim, Agostinho da sustentação a crença cristã com o suporte no pensamento de Platão.

 

Referencias

AGOSTTINHO, Santo. Confissões; De Magistro (Do Mestre). São Paulo: Abril Cultural, 1984.

 

O objeto em que se inscreve o poder

        “O objeto em que se inscreve o poder, desde toda a eternidade humana, é a linguagem” (Roland Barthes).

 

Teses de abril

        “[…] a nossa tarefa não pode ser outra que explicar pacientemente, sistematicamente, persistentemente às massas, partindo essencialmente das suas necessidades praticas.

        […] há que suprimir a polícia, o exército e o corpo de funcionários.

        […] a tomada de decisões deve recair nos sovietes de deputados de trabalhadores agrícolas. Todas as terras dos latifúndios serão confiscadas.

         […] fusão imediata de todos os bancos do pais num único banco nacional, colocado sob o controle dos sovietes de deputados operários.

        A nossa tarefa imediata não é “introduzir” o socialismo, mas unicamente passar a controlar de imediato a produção e assegurar a repartição dos produtos pelos sovietes de deputados operários” (Lênin, 1917). *

* Esse texto de Vladimir Ilyich Lênin é uma versão abreviada publicada no nº 26 do Jornal Pravda, em 7 de abril de 1917.

 

O objeto em que se inscreve o poder

A paz mundial

    “[…] entre as nações, não haverá mais acordos particulares e secretos de nenhum tipo.

        […] os armamentos de cada pais sejam reduzidos ao mínimo compatível com a segurança interna” (Wilson, 1918). *

* Esse texto é uma versão abreviada do discurso proferido por Thomas Woodrow Wilson perante o Congresso dos Estados Unidos, em 8 de janeiro de 1918.

 

Criei esta atmosfera histórica, política e moral através de propaganda

       “[…] quando dois elementos estão em luta e quando se mostram irredutíveis, a solução reside no emprego da força. Não houve outras soluções na história e nunca haverá outras.

        […] A Itália, meus senhores, quer a paz, a tranquilidade, a calma laboriosa, nos dar-lhe-emos tudo isso, voluntariamente se for possível, e pela força se for necessário” (Mussolini, 1925). *

* Esse texto é uma versão abreviada do discurso proferido por Benito Mussolini perante a Câmara dos Deputados Italiana em 3 de janeiro de 1925.

Psicologia de Rebanhos

“O rebanho é os meus pensamentos e os meus pensamentos são todos sensações” (Fernando Pessoa).

        É pela palavra que se justifica a violência e seus derivados. As palavras explicam e justificam o motivo do uso da força. A violência e a força são formas de poder utilizadas pelos mais violentos e pelos mais fortes, sucessivamente. A palavra é a forma de uso do poder pelos oradores mais versáteis.

Referências

LÊNIN, Vladimir Ilyich; WILSON, Thomas Woodrow; MUSSOLINI, Benito; In VARIOS AUTORES. Discursos que mudaram o mundo. São Paulo: Folha de S. Paulo, 2010.

Tatuar – Uma forma de pensar o corpo

Saia desse corpo que não lhe pertence!

Capitulo 3

        As formas de pensar o corpo, as intervenções e investimentos ao longo da história seguem “o conjunto de valores, costumes e normas instituídos pela sociedade” (Araújo e Aragão, 2005).

        “Nos textos Egípcios, Hititas, Babilônicos e Assírios, e nas civilizações ameríndias – Incas, Maias, Astecas – não existem referências específicas ao corpo. Nos 586 mitos ameríndios analisados por Lévi-Strauss (1908-2009) a noção de corpo simplesmente não aparece“ (Ceccarelli, 2011).

         Uma múmia encontrada na região dos Alpes, entre a Itália e a Áustria, datada de 5200 anos, é a primeira pessoa tatuada de que se tem notícia e “traz cinquenta marcas de tatuagem na pele, situadas nas costas e atrás dos joelhos” (Silva, 2010).

        Muito se especula a respeito da origem da tatuagem, em virtude de vestígios arqueológicos, pertencentes a vários períodos históricos, terem sido encontrados em diversas regiões do globo (Simões, 2011).

        “A arte pré-histórica deixou vestígios sobre a tatuagem ao registrar para a prosperidade desenhos e estatuetas de figuras humanas exibindo pinturas nos corpos, numa evidencia da possibilidade da prática dessa arte há centenas de milhares de anos” (Silva, 2010).

        “Na antiguidade, a tatuagem já era utilizada na Grécia para distinguir as castas às quais pertenciam determinados indivíduos. Observou-se também que algumas múmias egípcias datadas do século XIV a.C. apresentavam marcas azuis de tatuagens” (Ferreira, 2012).

        O povo ateniense “valorizava o corpo como um todo, como uma unidade indivisível, não fragmentada, a liberdade era assegurada pelo privilégio de expor-se inteiramente” (Pires, 2005).

 

O corpo – objeto de prazer e de admiração

        “O corpo era visto como elemento de glorificação e de interesse do Estado. O corpo nu é objeto de admiração. A expressão e a exibição de um corpo nu representavam a sua saúde e os Gregos apreciavam a beleza de um corpo saudável e bem proporcionado” (Barbosa, Matos e Costa, 2009).

        Esse cuidar de si provocou no mundo helenístico e romano um individualismo, no sentido em que as pessoas valorizavam as regras de condutas pessoais e voltavam-se para os próprios interesses, tornando-se menos dependentes uns dos outros e mais subordinadas a si mesmas. Instaura-se então o que Foucault chama de cultura de si (Barbosa, Matos e Costa, 2009).

 

Tatuar - uma forma de pensar o corpo

 

        “Ao longo da história da humanidade, a tatuagem flutuou por várias castas sociais, carregando combinações infinitas de signos, que, dependendo da época, transmitiam poder, cultura e realeza, ou então caracterizavam marginalidade” (Silva, 2010).

          “A prática da tatuagem consiste na realização de técnica e caráter estético, com o objetivo de pigmentar a pele, através da introdução intradérmico de substâncias corantes por meio de agulhas ou similares” (Ramos, 2001 apud Silva).

        Na Idade Média, por obra do cristianismo, a tatuagem foi abolida. Alterar o corpo, portanto, é gerar um desequilíbrio na ordem das coisas. Portanto, a tatuagem, como ato antinatural, é enquadrada dentro da categoria do impuro, associada a todos os valores negativos que a mesma contém. Isso quer dizer que a tatuagem como prática social tinha se construído no âmbito do “impuro”, da profanação corporal (Fonseca, 2003).

 

Com o cristianismo assiste-se a uma nova percepção de corpo

        “ O corpo passa da expressão da beleza para fonte de pecado, passa a ser ‘proibido’” (Barbosa, Matos e Costa, 2009). “A experiência sensorial deveria ser anulada em detrimento da espiritual. O corpo deixa de ser retratado nu” (Pires, 2005).

        “O apogeu dessa somatofobia se expressa na separação corpo/alma, ou corpo/espírito. Este dualismo rapidamente transformou-se em oposição corpo/alma. O espírito passou a ser visto como algo glorioso, divino” (Ceccarelli, 2011).

 

O cristianismo reprime constantemente o corpo

        “Por outro lado, (o corpo) é glorificado, nomeadamente através do corpo sofredor de Cristo. A dor física teria um valor espiritual. A lição divulgada era a morte de Cristo, o lidar bem com a dor do corpo, que seria mais importante do que saber lidar com os prazeres” (Barbosa, Matos e Costa, 2009).

        Relatos históricos mostram que o corpo sexuado da Idade Média foi majoritariamente desvalorizado, as pulsões e o desejo carnal, amplamente reprimidos. O culto ao corpo era considerado um verdadeiro pecado, e concebido principalmente como a vestimenta da alma; e a renúncia ao próprio corpo foi a base de sustentação do discurso da salvação da mesma (Cassimiro e Galdino, 2012).

 

Psicologia de Rebanhos

“O rebanho é os meus pensamentos e os meus pensamentos são todos sensações” (Fernando Pessoa).

        Apos vários seculos desaprendendo e menosprezando o cuidado com o corpo, o homem volta a cuidar de si. Esse cuidado está repleto de incertezas e verdades efêmeras. Porem, ao corpo nos aproximamos e aprendemos pela experiencia que ele, o corpo, é o único alicerce.

Referências

ARAÚJO, Allyson Carvalho de; ARAGÃO, Marta Genú S. Os frutos da carne e os do espírito: Aproximações entre corpo e religião. Integração, ano XI, jan/fev/mar, 2005, nº 40. Acesso em 20 de julho de 2015. Disponível em 

BARBOSA, M. R.; MATOS, P. M.; COSTA, M. E. Um olhar sobre o corpo: o corpo ontem e hoje. Psicologia & Sociedade; 23 (1): 24-34, 2011. Outubro de 2009. Acesso em 05 de junho de 2015. Disponível em

CASSIMIRO, Érica Silva; GALDINO, Francisco Flávio Sales. As concepções de corpo construídas ao longo da história ocidental: da Grécia antiga à contemporaneidade. Revista Eletrônica Print by Μετάνοια, São João del-Rei/MG, n.14, 2012. Acesso em 05 de junho de 2015. Disponível em 

CECCARELLI, Paulo Roberto. Uma breve história do corpo. In Corpo, Alteridade e Sintoma: diversidade e compreensão. Lange & Tardivo (org.). São Paulo: Vetor, p. 15-34, 2011. Acesso em 05 de junho de 2015. Disponível em

FERREIRA, Deborah Cristina. O corpo como texto: analise discursiva da escrita no corpo. Revista Eventos Pedagógicos, v. 3, n. 1 Numero Especial, p. 138 – 146, abr, 2012. Acesso em 08 de março de 2015. Disponível em

FONSECA, Andrea Lissett Perez. Tatuar e ser tatuado: etnografia da pratica contemporânea da tatuagem. Florianópolis, agosto de 2003. Acesso em 08 de março de 2015. Disponível em 

PIRES, Beatriz Ferreira. O corpo como suporte da arte: piercing, implante, escarificação, tatuagem. São Paulo: Editora SENAC,2005.

SILVA, Bruna Cristina Daminelli. A tatuagem na contemporaneidade. Criciúma, julho de 2010. Acesso em 21 de julho de 2015. Disponível em

SIMÕES, Renan. A Comunicação não Verbal Através da Tatuagem. XIV Conferência Brasileira dos Estudos da Folkcomunicação – “O artesanato como processo comunicacional” – IX Encontro Regional de Comunicação, 2011. Acesso em 21 de julho de 2015. Disponível em

Esse tal do psicológico existe?

Saia desse corpo que não lhe pertence!

Capitulo 2

Não julgar “é uma postura tipicamente pós-moderna. A crítica é característica da modernidade” (Maffesoli, 2008).

 

        O psicológico existe ou é mais uma das invenções da humanidade? Você já percebeu que o fenômeno psicológico é sempre alguma coisa abstrata? Esse tal do psicológico existe? Você não o vê, não o ouve, não o toca, não o cheira, nem saboreia o psicológico.

        Às vezes é uma manifestação de processos internos em você, outras vezes é um produto das suas vivências externas. Às vezes é um conteúdo do seu mundo interno, outras vezes é processo. Mas sempre visto de forma abstrata e como se fosse natural, quer dizer, como se sempre tivesse sido desse jeito.

        Outra característica é que o fenômeno psicológico é visto como algo da espécie humana. É tido como uma característica universal da espécie humana. Isso quer dizer que todos os humanos, sem exceção, têm esse tal do psicológico.

        Você pode nomear o fenômeno psicológico por um número enorme de palavras e expressões, como por exemplo:

                manifestações do aparelho psíquico, individualidade, subjetividade, mundo interno, manifestações do homem, pensar e sentir o mundo, consciência, inconsciente, vivências, engrenagens de emoções, motivações, comportamentos, habilidades e potencialidades, experiências emocionais, conflitos pulsionais, psique, pensamento, sensações, entendimento de si e do mundo, manifestações da vida mental, tudo que é percebido pelos sentidos (Bock, 1997).

        Ufa, como esse tal do fenômeno psicológico é conhecido por tantos outros nomes! Vou selecionar um deles para pensar um pouco sobre a sua construção. Vou escolher a palavra subjetividade que é como o fenômeno psicológico é mais conhecido nos dias de hoje por aqueles que “juram” que ele existe.

Esse tal de pisologico existe

        O que a palavra subjetividade lhe sugere? Ela lhe parece sugerir imediatamente interioridade? Você confirma? Essa é a percepção mais utilizada atualmente – subjetividade tem a ver com interioridade. Mas porque rapidamente relacionamos subjetividade e interioridade?

        Você sabia que subjetividade e interioridade são enunciados de origens diversas que são posteriormente superpostos pelos discursos psicológicos? Isso mesmo, os discursos psicológicos criaram uma relação de reciprocidade entre subjetividade e interioridade.

        Mas, você sabe, que, ao contrário, a subjetividade, além de ser da ordem dos efeitos, é também da ordem da exterioridade.

                Ou seja, a subjetividade é produzida em relações saber/poder e também de você consigo mesmo, quando você se coloca como objeto para um trabalho sobre si mesmo (Prado Filho e Martins, 2007).

        Então, você percebe que tanto a subjetividade quanto a interioridade são produções (invenções, criações do homem ou descobertas?) históricas. Michel Foucault (1926-1984), um francês muito insatisfeito com que os outros diziam, afirmou que o cristianismo inventou a interioridade e a modernidade inventou a subjetividade.

Esse tal do psicológico existe?

        Então, essa relação entre estas duas figuras do discurso – subjetividade e interioridade – é histórica. A noção de interioridade do cristianismo, há vinte séculos atrás, é anterior a de subjetividade, oriunda da era moderna, que ainda vai completar cinco séculos.

        Você, tão esperto quanto Foucault, percebe que isso indica que o moderno conceito de subjetividade se apoia na ideia cristã de interioridade. Encontrando-se, por isso mesmo, totalmente contaminado por esta concepção, este enunciado (Prado Filho e Martins, 2007).

Esse tal do psicológico existe, mesmo?

        Você, como qualquer outro ser humano, considera que o homem é o único animal nesse planeta capaz de produzir as suas próprias condições de existência. Portanto, compreende que a sua subjetividade surge das suas relações sociais com os outros humanos e com as coisas que produz. Sendo assim, você concluirá que a sua subjetividade tem a ver com o acesso e o controle das condições sociais de vida disponíveis a você (Lacerda Junior, 2010).

        Sob este aspecto, você percebe que cada ser humano é uma forma autentica de conhecer a realidade. Qualquer cientista, filosofo ou religioso, produz sabedoria tão legítima em relação à vida social quanto você também produz.

        Este posicionamento implica que o sentido de verdade e a supremacia do valor da ciência, da filosofia ou da religião, como formas de produção da verdade, é inconsistente. Portanto, a compreensão da vida passa também pela sua forma de apreender a realidade  (Canda, 2010).

        Portanto, você sabe o que responder à pergunta do nosso texto – esse tal do psicológico existe?

Psicologia de Rebanhos

“O rebanho é os meus pensamentos e os meus pensamentos são todos sensações” (Fernando Pessoa).

 

        Através das palavras, os humanos criam a realidade. Mas existe uma realidade independente das palavras. Essa realidade que independe das palavras é aquela que nos emociona e nos faz ter sensações. Essa realidade que nos falta as palavras não conseguimos explicar justamente porque nos faltam as palavras. Mas nem tudo é falta de palavras, pois as sensações indizíveis, por um processo biológico que a ainda desconhecemos, acabam virando pensamentos. E pensamentos… ah! Esses são todos palavras.

Leia também:

Saia desse corpo que não lhe pertence! – Capitulo 1

Saia desse corpo que não lhe pertence! – Capitulo 3

Você Sabe Com Quem Está Falando? – Mário Sérgio Cortella – Duração 9:02

 

 

Referências

BARROS, Eduardo Portanova. Maffesoli e a “investigação do sentido” – das identidades às identificações. Ciências Sociais Unisinos, Volume 44 • número 3 • set/dez 2008. Acesso em 11 de maio de 2015. Disponível em em 

BOCK, Ana Mercês Bahia. Formação do psicólogo: um debate a partir do significado do fenômeno psicológico. Psicologia ciência e profissão, 1997,17, (2), 37 – 42. Acesso em 18 de outubro de 2014.  Disponível em

CANDA, Cilene Nascimento. Lá vai a vida a rodar: reflexões sobre práticas cotidianas em Michel Maffesoli. Revista Rascunhos Culturais •Coxim/MS • v.1 • n.2 • p. 63 – 77 •jul /dez, 2010. Acesso em 12 de maio de 2015. Disponível em

LACERDA JUNIOR, Fernando. Psicologia para fazer a crítica? Apologética, individualismo e marxismo em alguns projetos PSI. PUC-Campinas, 2010. Acesso em 28 de março de 2013. Disponível em

PRADO FILHO, Kleber; MARTINS, Simone. A subjetividade como objeto da (s) Psicologia (s). Psicologia & Sociedade; 19 (3): 14-19, 2007. Acesso em 07 de setembro de 2013. Disponível em

Você é um produto do seu ambiente?

        Você concorda ou discorda dos ditos populares “o homem é produto do meio” e “o habito faz o monge”? E quanto a você? Você é um produto do seu ambiente? Se você vivesse em outro lugar seria uma outra pessoa? Se não fizesse sempre as mesmas coisas seria de outro jeito?

        Você sabia que mudanças quase idênticas se produzem algumas vezes em condições diferentes? E que mudanças desiguais se produzem em condições que parecem quase as mesmas? Veja que os humanos habitam quase todo o nosso planeta. Veja como são desiguais e tão parecidos!

        A mudança das condições de vida produz uma variabilidade mais indefinida do que definida. Talvez por isso haja tanta resistência para a mudança. Quem sabe no que a mudança de um comportamento poderá acarretar? Então, você se agarra ao senso comum que diz que “em time que está ganhando não se mexe”. Você diz que é melhor deixar tudo como está, não é mesmo?

        Mas “nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia” (Santos e Motta, 1983). É que você está sempre diante de uma escolha, e, por conseguinte, está desenvolvendo uma particularidade qualquer, modificada. Sem o saber, você modifica outras partes de você mesmo e do seu ambiente, em virtude de leis misteriosas.

        Você aceita, pois foi comprovado pela ciência, que o semelhante produz o semelhante. Você se submete as descobertas cientificas e concorda que toda a característica, qualquer que seja, se transmite por hereditariedade e que a não-transmissão se torna exceção ou processo judicial – cadê o meu DNA que devia estar ali?

Produto do meios

        Você também compreende que apesar desse caráter de exceção de algumas descendências, há forte tendência, ou mesmo provas absolutas, de que descendem todas de uma origem comum. Você já está convencido de que descende dos macacos? Mas, entretanto, há irmãos tão diferentes que parecem descender de outros pais.

 

        Mas, apesar do imenso poder da hereditariedade, as alterações nas condições de vida têm destacadas importâncias como causa de variabilidade dos seres vivos. E você sabe por que? Por que? Por que? Porque estas condições de vida atuam diretamente sobre o organismo.

        Mas você num impulso de inteligência questionara:  isso não significa que a variabilidade seja, em todas as circunstancias, uma resultante inerente e necessária destas transformações! Muito bem pensado – muitas leis desconhecidas regem a variabilidade dos organismos. Eis o mistério da fé!

        Você pode atribuir uma relativa influencia na variabilidade das espécies e dos seus comportamentos para as condições de vida dos organismos, mas não sabemos em que proporções esta influência se exerce.

Psicologia de Rebanhos

“O rebanho é os meus pensamentos e os meus pensamentos são todos sensações” (Fernando Pessoa).

        Você pode considerar como causa das mudanças nos organismos o aumento do uso ou não dos seus comportamentos ou de algumas das suas partes. Porém o resultado final torna-se complexo, se são consideradas todas estas influencias.

Referencias

DARWIN, Charles. A origem das espécies. São Paulo: Folha de S. Paulo, 2010.

SANTOS, Lulu e MOTTA, Nelson. Como uma onda. Warner, 1983.

Entenda a diferença entre ética e moral

DAS RESPONSABILIDADES DO PSICÓLOGO

 Art. 2º – Ao psicólogo é vedado:

a) praticar ou ser conivente com quaisquer atos que caracterizem negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade ou opressão;

b) induzir a convicções políticas, filosóficas, morais, ideológicas, religiosas, de orientação sexual ou a qualquer tipo de preconceito, quando do exercício de suas funções profissionais;

c) utilizar ou favorecer o uso de conhecimento e a utilização de práticas psicológicas como instrumentos de castigo, tortura ou qualquer forma de violência.

Art. 9º – É dever do psicólogo respeitar o sigilo profissional a fim de proteger, por meio da confidencialidade, a intimidade das pessoas, grupos ou organizações, a que tenha acesso no exercício profissional.

A ÉTICA – Curta de Pablo Villaça – Duração 15:11

Psicologia de Rebanhos

“O rebanho é os meus pensamentos e os meus pensamentos são todos sensações” (Fernando Pessoa).

        “Tenho uma moral muito simples – não fazer a ninguém nem mal nem bem. Não fazer a ninguém mal, porque reconheço nos outros o mesmo direito que julgo que me cabe, de que não me incomodem. Não fazer bem, porque não sei o que é o bem, nem se o faço quando julgo que faço” (PESSOA, 1999).

Referencias

CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Código de ética. Acesso em 22 de abril de 2016. Disponível em  

PESSOA, Fernando. Livro do desassossego: composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.