Qual a origem das espécies?

        Quem pode dizer qual a razão por que uma espécie é mais numerosa e mais espalhada, quando outra é muito rara e tem um local de habitação muito restrito? Qual a origem das espécies?

        Você sabia que há mais variação de espécies no estado doméstico do que no estado selvagem? E que essa variação de espécies depende de algumas circunstancias favoráveis? E que uma vez variada, a espécie tendera a propagar a sua nova forma modificada?

        Não sabia? Mas sabe os principais componentes da variação. Sabe, não? Os efeitos das condições externas, os efeitos do uso e desuso, a aclimatação e a correlação de crescimento. Não? É que a variação é um processo lento e de longa duração. Talvez, por isso você ainda não tenha percebido.

        Mas de sobrevivência, você entende. Você sabe que a luta pela sobrevivência se renova a cada instante, é diária. É como o dito popular – matar um leão por dia.

        Todo o ser que tem uma variação aproveitável, ainda que pouco, tem maior probabilidade de sobreviver. Você sabe quem é ele? Sim, esse você conhece. Ele é conhecido popularmente como o mais bem adaptado.

        Então, este ser torna-se objeto da seleção natural. Ele é o escolhido ou seria o colhido ou o “ex-colhido”? Bem, o que importa é que a seleção natural, causa, inevitavelmente, uma extinção considerável das formas menos bem organizadas.

        Com certeza você já viu por aí, a extinção e a seleção natural andando juntas. É que os organismos que se tornam mais aperfeiçoados entram em competição com os menos favorecidos e assim podem eliminá-los.

        O instinto e o habito provavelmente você ainda nos os viu juntos. É que eles não se dão lá muito bem um com outro, quando um chega o outro vai embora.

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        É que o instinto ao contrário do habito é uma ação que não demanda de prática e raciocínio para ser executada. O instinto tem a ver com padrões herdados de respostas a certos tipos de situações. É uma tendência inata ou uma atividade automática e espontânea.

        Já o hábito, por sua vez, são ações, regras sociais ou aptidões adquiridas que surgem pela experiência e prática prolongada para reproduzir certos atos. Por isso, o instinto e o habito não se dão, você sabe, há uma diferença de definição entre eles. E as diferenças são sempre muito difíceis de resolver.

        Mas, você que já viajou o mundo inteiro, sabe que a América do Sul, a África e a Austrália são três regiões com clima e latitude similares. Você confirma? Mas, que apesar de as condições ambientais terem paralelo, estas regiões têm diferentes plantas e animais, não é? Ah, essa também foi fácil.

        Mas, você observou que embora as espécies sejam distintas, há afinidades? E que estas afinidades nos revelam a existência de um vínculo orgânico que prevalece através do espaço e do tempo? Ah, essa foi mais difícil. Mas como se explica isso? Elementar… houve uma combinação de migração e descendência com modificação.

        Após muitos anos de pesquisa e outros tantos de muita auto resistência religiosa, Darwin finalmente publica que

        “A opinião defendida que cada espécie foi objeto de uma criação independente é absolutamente errônea.

        As espécies não foram criadas independentemente umas das outras, mas derivam de outras espécies.

        Convicto estou, enfim, de que a seleção natural tem desempenhado o principal papel na modificação das espécies, embora outros agentes tenham-na igualmente partilhado”.

Psicologia de Rebanhos

O rebanho é os meus pensamentos e os meus pensamentos são todos sensações (Fernando Pessoa).

Você Sabe Com Quem Está Falando? O Que é o Ser Humano? – Mário Sérgio Cortella – Duração: 8:48.

Referências

DARWIN, Charles. A origem das espécies. São Paulo: Folha de S. Paulo, 2010.

Código de conduta ética profissional do psicólogo

        Em destaque alguns itens do código de conduta ética profissional do psicólogo. Para ler o código na sua integra, acesse o site do Conselho Federal de Psicologia abaixo transcrito.

PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

III. O psicólogo atuará com responsabilidade social, analisando crítica e historicamente a realidade política, econômica, social e cultural.

        O psicólogo contribuirá para promover a universalização do acesso da população às informações, ao conhecimento da ciência psicológica, aos serviços e aos padrões éticos da profissão.

codigo-de-conduta-etica-profissional-do-psicologoDAS RESPONSABILIDADES DO PSICÓLOGO
Art. 2º – Ao psicólogo é vedado:

a) praticar ou ser conivente com quaisquer atos que caracterizem negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade ou opressão;

b) induzir a convicções políticas, filosóficas, morais, ideológicas, religiosas, de orientação sexual ou a qualquer tipo de preconceito, quando do exercício de suas funções profissionais;

c) utilizar ou favorecer o uso de conhecimento e a utilização de práticas psicológicas como instrumentos de castigo, tortura ou qualquer forma de violência.

Art. 4º – Ao fixar a remuneração pelo seu trabalho, o psicólogo:

        a) levará em conta a justa retribuição aos serviços prestados e as condições do usuário ou beneficiário;

        b) estipulará o valor de acordo com as características da atividade e o comunicará ao usuário ou beneficiário antes do início do trabalho a ser realizado;

        c) assegurará a qualidade dos serviços oferecidos independentemente do valor acordado.

Art. 9º – É dever do psicólogo respeitar o sigilo profissional a fim de proteger, por meio da confidencialidade, a intimidade das pessoas, grupos ou organizações, a que tenha acesso no exercício profissional.

Filosofia – Aula 10 – Moral e Ética – Duração 6:42.

Psicologia de Rebanhos

O rebanho é os meus pensamentos

E os meus pensamentos são todos sensações.

(Fernando Pessoa)

 

Referencias

Conselho Federal de Psicologia. Código de ética. Acesso em 22 de abril de 2016. Disponível em 

Você sabe para que serve o Sistema Nervoso Somático?

        Você sabia que o sistema nervoso somático é composto por neurônios sensoriais e motores? Que esses neurônios submetidos ao seu controle consciente gera as ações motoras voluntárias dos seus músculos? Como a movimentação de um braço ou de uma perna?

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        Você sabia que esse controle consciente tem relação com a sua sobrevivência e “a qualidade da sua vida”?

 Psicofisiología – Sistema Nervoso Periférico (SNP) – Duração: 3:59.

                Tal como a emoção, a sua consciência tem relação com a sua sobrevivência. A consciência também é uma função de sobrevivência. Assim como a sua emoção, a sua consciência é construída na imagem que você tem do seu corpo. Portanto para que você seja influenciado pelos seus sentimentos, você precisa ter consciência desses sentimentos (Damásio, 2015).

Sistema nervoso
Sistema Nervoso Central Encéfalo (Córtex Cerebral, Ponte, Hipotálamo, Tálamo, Bulbo, Cerebelo), Medula Espinhal.
Sistema Nervoso Periférico Nervos Cranianos, Nervos Espinhais, Plexo Nervoso.
Neurônios Pericário, Dendritos, Axônio.
Células da Glia Oligodendrócito/Célula de Schwann, Astrocitos, Ependimocito, Micróglia.
Meninges Dura-máter, Aracnoide, Pia-máter
Sistema Nervoso Autônomo Sistema Nervoso Simpático, Sistema Nervoso Parassimpático, Entérico.
Referencias

Damásio, António. O mistério da consciência: do corpo e das emoções ao conhecimento de si. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

Wikipédia. Sistema nervoso somático. Acesso em 22 de abril de 2016. Disponível em.

Saia desse corpo que não lhe pertence!

“Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento”

(Clarice Lispector).

        Dou início, neste post, a investigação sobre a relação existente entre a pratica da tatuagem e a formação da subjetividade.

        Junto com você, pretendo identificar alguns processos de formação da personalidade que utilizam o corpo como meio para transformações sociais.

        Também pretendo, com a sua colaboração, articular um diálogo entre os conceitos que lidam com a construção da identidade, levando em conta que a subjetividade é um processo que não se origina no corpo, mas que se realiza no corpo.

        Vamos tentar compreender se a subjetividade tem origem no corpo ou se realiza no corpo, a partir das suas vivencias, seus movimentos, suas percepções, suas expressões e suas criações.

 

Capitulo 1

 

        Convido você a um passeio pela história do corpo no mundo ocidental para investigar as participações da pratica da tatuagem na formação da subjetividade.

“Podemos dividir os adeptos das modificações corporais em dois grandes grupos.

        O primeiro é formado por indivíduos que buscam se aproximar o máximo possível do padrão de beleza determinado pela sociedade. Dentre as práticas utilizadas podemos citar as dietas, a musculação, a cirurgia plástica.

        O segundo é formado por indivíduos que se utilizam de elementos e formas que não possuem correlato com os pertencentes ao corpo humano. Vinculadas as práticas de piercing, implante estético, escarificação e tatuagem. Esse último grupo pode ser dividido em seguidores da moda e por pessoas que compartilham de ideias e ideais em relação as modificações corporais” (Pires, 2005).

Tatuagem

        Você sabia que a tatuagem é utilizada “desde o início das civilizações para as mais diferentes intenções? Ela informa, seleciona, rotula, descrimina (também discrimina), enfeita, atua como identificadora de personalidades e de intenções. De acordo com a visão de quem a observa, pode atrair ou afastar pessoas” (Simões, 2011).

        Você já percebeu como a nossa sociedade prioriza a visão como o sentido mais desenvolvido?

        “A forma primeira com que o indivíduo percebe o outro está ligada a imagem? O ato de abstrair ou alterar as próprias formas, além de permitir ao indivíduo uma visão simbólica de si e de seus semelhantes, retirou da representação do corpo o rigor do funcionamento orgânico” (Pires, 2005).

        Essas transformações me sugerem uma pergunta: o meu corpo será sempre o meu corpo?

        Habitualmente, na cultura ocidental, costuma-se dizer que se tem um corpo e não que se é corpo. Assim sendo, parece ser necessário saber a quem este corpo pertence e quem seria este eu que afirma possuí-lo. A compreensão do humano ao longo da história foi transferindo a centralidade da vida para o órgão que sedia a dinâmica do pensar, o cérebro, tornando a pessoa algo como pensamento passeando em um corpo (Machado, 2011).

 

Psicologia de Rebanhos

O rebanho é os meus pensamentos

E os meus pensamentos são todos sensações.

(Fernando Pessoa)

 

        A Psicologia de Rebanhos valoriza todas as formas de dar sentido ao mundo. Consideramos em igualdade de importância para a compreensão do sentido, tanto o cérebro quanto os demais órgãos dos sentidos e os órgãos e vísceras e músculos não considerados propriamente dos sentidos. Na Psicologia de Rebanhos consideramos que somos o corpo. Parodiando a máxima de Descartes “Penso, logo existo”, dizemos “Existo, logo penso”.

 

Referências

MACHADO, Renato Ferreira. Humanidade, saúde e crise de corporeidade na pós-modernidade. Teocomunicação, Porto Alegre, v. 41, n. 2 p. 315-324, jul/dez, 2011. Acesso em 05 de junho de 2015. Disponível em

PIRES, Beatriz Ferreira. O corpo como suporte da arte: piercing, implante, escarificação, tatuagem. São Paulo: Editora SENAC, 2005.

SIMÕES, Renan. A Comunicação não Verbal Através da Tatuagem. XIV Conferência Brasileira dos Estudos da Folkcomunicação – “O artesanato como processo comunicacional” – IX Encontro Regional de Comunicação, 2011. Acesso em 21 de julho de 2015. Disponível em