Fertilizar o solo e tornar fecundos os rebanhos e os homens

        Entre os séculos 31 a.C. e 27 a.C., na Grécia, a divindade soberana é a Terra-Mãe,. A Grande Mãe, cujas estatuetas, muito semelhantes as cretenses, representam deusas de formas volumosas e traseiro grande. A função dessas divindades, representantes da Terra-Mãe, é fertilizar o solo e tornar fecundos os rebanhos e os homens.

 

        É somente a partir dos séculos 27 a.C. e 16 a.C. que montes, rios e cidades gregas recebem nome.

 

        Já existia a ideia de um mundo ordenado – Cosmogonia – criado e organizado por Zeus, o deus do alto, o soberano, “o criador”. Ordem e paternidade, os seus dois grandes atributos.

 

        Na Ilha de Minos a mulher não governava, mas reinava.

 

        Em todas as culturas primitivas. A descida a uma caverna, gruta ou labirinto simboliza a morte ritual, do tipo iniciatico. A ideia de caverna está associada o labirinto.

        No seu conjunto, o mito do Minotauro simboliza, a luta espiritual contra a repressão.

        Dédalo é a engenhosidade, o talento, a sutileza. Construiu tanto o labirinto, onde a pessoa se perde, quanto as asas artificiais de Ícaro, que lhe permitiram escapar e voar. Mas que lhe causaram a ruina e a morte.

        Ícaro é o símbolo da temeridade, da volúpia “das alturas”, em síntese: a personificação da megalomania.

        Com efeito, a cultura e a religião gregas são resultado da simbiose entre a vida no mundo mediterrâneo e os conquistadores indo-europeus, descidos do Norte.

        As fontes básicas para um estudo da civilização grega são a arqueologia e os poemas de Homero, Ilíada e Odisseia.

        Como “fonte histórica”, é preciso levar em consideração que Homero é antes de tudo um poeta e que os seus poemas não se referem, muitas vezes, a relatos históricos.

        Além do mais, os poemas de Homero foram “compostos” ou ao menos reunidos, após existirem como tradição oral, vários séculos após os acontecimentos neles relatados. Sujeitos, portanto, a inúmeras alterações.

        A Ilíada e a Odisseia foram elaboradas a partir do século 9 a.C. e contam uma mitologia que remonta ao surgimento da linguística. Considera-se que a linguística surge entre os séculos 27 a.C. e 16 a.C.. Portanto, a Ilíada e a Odisseia contam uma mitologia que já vinha, pelo menos, de sete séculos, em relação a civilização creto-micênica. De outro, sofreram, sem dúvida alguma, adições posteriores.

        De seu mundo indo-europeu os gregos trouxeram para a Grécia antiga um tipo de religião essencialmente celeste, urânica, olímpica, com nítido predomínio do masculino, que irá se encontrar com as divindades advindas do oriente, de Creta, de caráter subterrâneo e agrícola, e, portanto, de feição tipicamente feminina.

        Dioniso e Afrodite são seguramente divindades asiáticas.

        O sincretismo creto-micênico faz que as divindades gregas tivessem um caráter essencialmente composto, miscigenado e heterogêneo, o que explica a multiplicidade de funções e um entrelaçamento de mitos em relação a uma mesma divindade.

 

Referencias

 

BRANDÁO, Junito de Souza. Mitologia grega: Volume I. Petrópolis: Editora Vozes, 1987.

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