Quem precisa de psicoterapia?

        Confessa que você se assusta quando houve a palavra… psicoterapia. Você tem a impressão de que está doente? Faz você pensar que o que você é, é uma doença? E, portanto, você precisa de uma cura para essa coisa que você é. Que é uma doença, claro. Isso lhe deixa maluco!? Isso deixa você ainda mais doente!?

        Há sempre um remédio, um procedimento ou uma cirurgia para um corte, uma intoxicação, uma fratura ou uma infecção, para eventos provocados por algo que vem de fora de você.

        Quanto a você, que precisa de psicoterapia, parece que o remédio está dentro de você. Que estranho. Não seria o mundo que precisa de remédio e não você? Por que você precisa ser curado e não o mundo? Ou será que, você não é você, mas algo que vem de fora de você?

quem-precisa-de-psicoterapia

        Você está conectado em rede ao ambiente – família, vizinhos, cidade, natureza, transito, praia, diversão, aldeia global – o que você experiencia, seja por estimulo interno ou externo, é único. Ninguém no mundo experiencia a vida como você. Isso faz da sua vida e da vida de todos, e de cada um, do planeta e do universo, uma responsabilidade exclusivamente sua.

Escolha um ou mais desses sentimentos:

. Sinto-me frequentemente triste e abatido;

. Sinto-me frequentemente ansioso;

. Sinto-me deprimido;

. Sinto-me confuso;

. Sinto-me infeliz;

. Sinto-me inferior, incapaz e impotente;

. Sinto-me descontrolado e perdido;

. Sinto-me frequentemente irritado;

. Sinto-me com dificuldade de estabelecer e manter relacionamentos;

. Sinto-me com medos;

. Sinto-me frequentemente cansado;

. Sinto-me frequentemente em pânico ou fóbico;

. Sinto-me inibido;

. Sinto-me estressado, fisicamente exausto;

. Sinto-me incompreendido;

. Sinto-me etc.

        Você é tomado por sentimentos que não consegue administrar com satisfação, a tal ponto de eles desestabilizarem o seu humor? Então, você não é um caso perdido. Talvez a psicoterapia possa lhe ajudar.

 

Psicologia de Rebanhos

O rebanho é os meus pensamentos

E os meus pensamentos são todos sensações.

(Fernando Pessoa)

Qual a origem das espécies?

        Quem pode dizer qual a razão por que uma espécie é mais numerosa e mais espalhada, quando outra é muito rara e tem um local de habitação muito restrito? Qual a origem das espécies?

        Você sabia que há mais variação de espécies no estado doméstico do que no estado selvagem? E que essa variação de espécies depende de algumas circunstancias favoráveis? E que uma vez variada, a espécie tendera a propagar a sua nova forma modificada?

        Não sabia? Mas sabe os principais componentes da variação. Sabe, não? Os efeitos das condições externas, os efeitos do uso e desuso, a aclimatação e a correlação de crescimento. Não? É que a variação é um processo lento e de longa duração. Talvez, por isso você ainda não tenha percebido.

        Mas de sobrevivência, você entende. Você sabe que a luta pela sobrevivência se renova a cada instante, é diária. É como o dito popular – matar um leão por dia.

        Todo o ser que tem uma variação aproveitável, ainda que pouco, tem maior probabilidade de sobreviver. Você sabe quem é ele? Sim, esse você conhece. Ele é conhecido popularmente como o mais bem adaptado.

        Então, este ser torna-se objeto da seleção natural. Ele é o escolhido ou seria o colhido ou o “ex-colhido”? Bem, o que importa é que a seleção natural, causa, inevitavelmente, uma extinção considerável das formas menos bem organizadas.

        Com certeza você já viu por aí, a extinção e a seleção natural andando juntas. É que os organismos que se tornam mais aperfeiçoados entram em competição com os menos favorecidos e assim podem eliminá-los.

        O instinto e o habito provavelmente você ainda nos os viu juntos. É que eles não se dão lá muito bem um com outro, quando um chega o outro vai embora.

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        É que o instinto ao contrário do habito é uma ação que não demanda de prática e raciocínio para ser executada. O instinto tem a ver com padrões herdados de respostas a certos tipos de situações. É uma tendência inata ou uma atividade automática e espontânea.

        Já o hábito, por sua vez, são ações, regras sociais ou aptidões adquiridas que surgem pela experiência e prática prolongada para reproduzir certos atos. Por isso, o instinto e o habito não se dão, você sabe, há uma diferença de definição entre eles. E as diferenças são sempre muito difíceis de resolver.

        Mas, você que já viajou o mundo inteiro, sabe que a América do Sul, a África e a Austrália são três regiões com clima e latitude similares. Você confirma? Mas, que apesar de as condições ambientais terem paralelo, estas regiões têm diferentes plantas e animais, não é? Ah, essa também foi fácil.

        Mas, você observou que embora as espécies sejam distintas, há afinidades? E que estas afinidades nos revelam a existência de um vínculo orgânico que prevalece através do espaço e do tempo? Ah, essa foi mais difícil. Mas como se explica isso? Elementar… houve uma combinação de migração e descendência com modificação.

        Após muitos anos de pesquisa e outros tantos de muita auto resistência religiosa, Darwin finalmente publica que

        “A opinião defendida que cada espécie foi objeto de uma criação independente é absolutamente errônea.

        As espécies não foram criadas independentemente umas das outras, mas derivam de outras espécies.

        Convicto estou, enfim, de que a seleção natural tem desempenhado o principal papel na modificação das espécies, embora outros agentes tenham-na igualmente partilhado”.

Psicologia de Rebanhos

O rebanho é os meus pensamentos e os meus pensamentos são todos sensações (Fernando Pessoa).

Você Sabe Com Quem Está Falando? O Que é o Ser Humano? – Mário Sérgio Cortella – Duração: 8:48.

Referências

DARWIN, Charles. A origem das espécies. São Paulo: Folha de S. Paulo, 2010.

Como eu sei que eu sou eu?

        A sua mente está cheia de imagens. Imagens de objetos, de situações e de pensamentos. Além dessas imagens existe também uma outra presença que é você. Você, o observador das coisas que acontecem na sua mente.

        Se não houvesse esse observador, como você poderia dizer que os seus pensamentos pertencem a você? “Quem sou eu para mim? Só uma sensação minha” (Pessoa, 1999). Eu sou uma sensação minha. Você é uma sensação sua. E o que faz você ter essa sensação? A consciência de que você se observa? Então, você é a sua consciência e a sua consciência é você? Cri, cri, cri…

        Observações neurológicas e experimentos neuropsicológicos revelam que consciência e emoção não são separáveis, quando a consciência está comprometida, o mesmo se dá com a emoção. E as relações entre um organismo e um objeto formam os conteúdos da consciência.

como-eu-sei-que-eu-sou-eu-imagens-da-mente        A sua consciência começa com os sentimentos do que acontece quando você vê, ouve, toca, cheira e saboreia.

        A sua mente está empenhada em formar as imagens das coisas existentes no mundo, do mundo fora de você. A sua mente não enxerga o seu corpo como um objeto fora de você. A sua mente oculta com eficácia a consciência do seu próprio corpo.

        Essa função prioritária de formar imagens mentais, baseadas em objetos e eventos que não pertencem ao corpo, mascaram a realidade do seu próprio corpo.

        O conhecimento dos sentimentos causados pelas suas emoções parece ser indispensável para a sua sobrevivência.

 

Psicologia de Rebanhos

O rebanho é os meus pensamentos

E os meus pensamentos são todos sensações.

(Fernando Pessoa)

 

Referências

DAMÁSIO, António. O mistério da consciência: do corpo e das emoções ao conhecimento de si. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

PESSOA, Fernando. Livro do desassossego: composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.

Você já sentiu isso?

        Você já sentiu aquele frio na barriga, o coração batendo mais forte, parecendo que vai sair pela boca, e a respiração ofegante? Você não sabe o que é, mas deixa você paralisado. Você sente que está plantado no chão e ao mesmo tempo parece que vai explodir como um foguete em direção ao espaço.

        Você não consegue reter nenhum pensamento, nem a sua voz parece ser emitida. Você grita e não ouve a sua voz. Você deseja sair de onde está, mas não dá. Você está imóvel. Medo e ansiedade é pouco. Você está em pânico.

        Esses são sentimentos que impedem você de alcançar seus maiores sonhos e objetivos.

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        Agora, imagine se você tivesse em mãos um mapa. Um guia que lhe mostrasse em detalhes o passo-a-passo para lhe tirar desse lugar de dor e sofrimento.

 

        Um guia cheio de conhecimento de você mesmo. E, depois de algum tempo seguindo esse guia, o seu medo, a sua ansiedade e a falta de conhecimento se transformam em confiança, novos comportamentos e sabedoria para você ser o motorista da sua viagem, para você dirigir a sua vida.

        Você tem agora uma decisão a tomar: continuar parado e paralisado observando seus sonhos e objetivos ficarem cada vez mais distantes.

        Ou decidir lutar pelo que é seu, pelo que você é. Lutar por você. Mover-se. E seguir o caminho que irá suprir as suas necessidades e orientar você para viver a vida que você sempre sonhou. E tornar você o guia de si mesmo.

Código de conduta ética profissional do psicólogo

        Em destaque alguns itens do código de conduta ética profissional do psicólogo. Para ler o código na sua integra, acesse o site do Conselho Federal de Psicologia abaixo transcrito.

PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

III. O psicólogo atuará com responsabilidade social, analisando crítica e historicamente a realidade política, econômica, social e cultural.

        O psicólogo contribuirá para promover a universalização do acesso da população às informações, ao conhecimento da ciência psicológica, aos serviços e aos padrões éticos da profissão.

codigo-de-conduta-etica-profissional-do-psicologoDAS RESPONSABILIDADES DO PSICÓLOGO
Art. 2º – Ao psicólogo é vedado:

a) praticar ou ser conivente com quaisquer atos que caracterizem negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade ou opressão;

b) induzir a convicções políticas, filosóficas, morais, ideológicas, religiosas, de orientação sexual ou a qualquer tipo de preconceito, quando do exercício de suas funções profissionais;

c) utilizar ou favorecer o uso de conhecimento e a utilização de práticas psicológicas como instrumentos de castigo, tortura ou qualquer forma de violência.

Art. 4º – Ao fixar a remuneração pelo seu trabalho, o psicólogo:

        a) levará em conta a justa retribuição aos serviços prestados e as condições do usuário ou beneficiário;

        b) estipulará o valor de acordo com as características da atividade e o comunicará ao usuário ou beneficiário antes do início do trabalho a ser realizado;

        c) assegurará a qualidade dos serviços oferecidos independentemente do valor acordado.

Art. 9º – É dever do psicólogo respeitar o sigilo profissional a fim de proteger, por meio da confidencialidade, a intimidade das pessoas, grupos ou organizações, a que tenha acesso no exercício profissional.

Filosofia – Aula 10 – Moral e Ética – Duração 6:42.

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O rebanho é os meus pensamentos

E os meus pensamentos são todos sensações.

(Fernando Pessoa)

 

Referencias

Conselho Federal de Psicologia. Código de ética. Acesso em 22 de abril de 2016. Disponível em 

Será que eu preciso de ajuda psicológica?

        Como você sabe que você precisa de ajuda psicológica? Você se sente culpado pelo que aconteceu. Você se desculpa dizendo que o jeito que você lida com as situações é assim mesmo! Você tem noção do quanto seus comportamentos prejudicam a sua vida.

        Você percebe que sua vida está limitada em algum aspecto pessoal, interpessoal, social ou financeiro. As coisas não andam. Você se sente limitado nas suas ações. Você não consegue mudar o seu jeito de ser.

        Então, uma ajuda psicológica pode fazer alguma coisa com você.

Uma ajuda psicológica pode colaborar:
  • Para ajudar você a suprir as suas necessidades;
  • Para ajudar você a expor os seus sentimentos e pensamentos sem julgar;
  • Para ajudar você a compreender que os pensamentos, sentimentos e comportamentos das outras pessoas são diferentes dos seus;
  • Para ajudar você a aprender novos comportamentos;
  • Para ajudar você.

        Você conquistara mudanças nas suas respostas emocionais e comportamentais proporcionadas pela ajuda psicológica. Você se sentira mais confiante. Você sentira aumento considerável na sua autoestima.

Você aprendera sobre si mesmo.

Nietszche

Mas como saber se você precisa mesmo de ajuda?

        Imagine que você caminha por uma das tantas calçadas esburacadas da sua cidade sem atentar para os seus buracos. Você pisa num desses buracos, se desestabiliza e cai no chão. Você pode se levantar sozinho. Você pode ficar caído. Você pode pedir ajuda para se levantar. Você aceita ajuda ou você não aceita e se levanta sozinho e segue o seu caminho.

        Você continua a sua caminhada sem atentar para os buracos na calçada. Guiado pelo seu anjo da guarda, você chegara ao seu destino sem mais nenhuma queda. Mas seu anjo também está desatento nesse momento e você queda de novo ao chão. Você pode ficar caído. Você pode se levantar sozinho. Você pode pedir ajuda. Você pode aceitar ajuda ou você não aceita ajuda e se levanta sozinho e vida que segue.

Você continua a sua caminhada, mais estressado a cada passo.

        Antes de terminar o quarteirão, você queda outra vez. Você então percebe que é a terceira vez que você cai. Você percebe que você caiu de novo e se pergunta o porquê. Você percebe que está sempre repetindo a mesma coisa. Você percebe.

        É assim que você sabe se precisa de ajuda para reconhecer as suas necessidades, se você precisa de ajuda para desenvolver recursos para alterar os padrões que lhe causam sofrimento.

        Mas você não procura ajuda. As pessoas que lhe cercam – sua família, seus amigos, os seus famosos preferidos e os seus personagens das telenovelas – lhe dizem que você precisa ter “força de vontade”, como elas. Você precisa ser “forte”, como elas. Você precisa ser.… como elas.

        É isso o que elas dizem para você, cheias de “boas” intenções. Mas, sabe, o que você precisa mesmo é ser como você é.

        Você não procura ajuda porque essas suas pessoas queridas lhe dizem: o psicólogo ira lhe dizer o que fazer. E você ainda pagará bem caro por isso. Elas lhes dizem que o psicólogo fara aquilo que elas fazem – dizer a você o que fazer. E elas não cobram quase nada por isso.

        Você recebera a ajuda do psicólogo clínico para reconhecer como você lida com a sua vida. E decidira, por si mesmo, o que fazer com esse novo conhecimento. Você é o único responsável pela sua vida.

Angustia, Fuga ou luta?

        Um rato fechado numa gaiola é submetido a descargas elétricas periódicas, transmitidas pelo chão dessa gaiola. Em resposta a cada descarga, ele se agita, mas sem ter como fugir, se imobiliza, inibe-se e cria lesões orgânicas, sucumbe ao estresse, sofrimento. Angustia.

                Outro rato agora está fechado em duas gaiolas com uma passagem entre elas. As gaiolas produzem descargas no chão, alternadamente. Ele foge de uma gaiola para outra quando recebe uma descarga. Embora sujeito a estímulos produtores de estresse, ele não sofre de nenhum distúrbio vegetativo durável e não desenvolve lesões orgânicas. Fuga.

        Agora, um rato fechado numa gaiola com outros ratos. Cada vez que se produz uma descarga, os ratos se agridem entre si. Essa reação agressiva espontânea, se bem que irracional (não direcionada ao estimulo do estresse) e ineficaz (não evita o estimulo do sofrimento), mas lhes permite evitar distúrbios vegetativos e lesões orgânicas duráveis. Luta.

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Angustia, Fuga ou luta?

        Esses fenômenos foram postos em evidencia pelas experiências de Henri Laborit (1914-1995). Em 1980, o cineasta Alain Resnais transferiu as experiências de Laborit para o comportamento humano com o filme Meu Tio da América.

 

Psicologia de Rebanhos

O rebanho é os meus pensamentos

E os meus pensamentos são todos sensações.

(Fernando Pessoa)

        Identificamos três tipos de comportamento realizado por um organismo em resposta a um estimulo aversivo: angustia, luta ou fuga. Se o organismo foge do estimulo, ele não desenvolve distúrbios e lesões duráveis. Se o organismo luta, mesmo que seus esforços sejam infrutíferos para erradicar o estimulo aversivo, o organismo não desenvolve distúrbios e lesões duráveis. Entretanto, se o organismo, diante de um estimulo aversivo, se imobiliza, não sabe o que fazer, nessa situação o organismo desenvolve distúrbios e lesões duráveis – o sofrimento.

 

Henri Laborit em “Meu tio da América” (1ªparte) – Dublado e legendas em espanhol – Duração 7:22. Você pode acessar outras duas partes pelo Youtube.

Mon oncle d’Amérique – My American Uncle (1980) de Alain Resnais, 1980 (filme completo) – Opções de legendas – Duração 2:01:00

O que é psicoterapia?

        A palavra psicoterapia é formada por duas outras palavras cujos significados contem alto grau de contaminação normativa.

        Psico, que vem de psique, de origem grega, adquiriu qualidades divinas ao ser entendido hegemonicamente como alma, embora os gregos antigos também a utilizassem para se referir ao sangue e à respiração.

        E terapia, também de origem grega, significava o tratamento de uma doença. Entre nós, está consagrada como o ato de curar. Podemos concluir então que psicoterapia é o ato de curar a alma de uma doença.

        Não é nenhum pouco espantoso, então, se temer a psicoterapia, já que é um “tratamento” para curar a sua alma de uma doença. Quer dizer, somente no início, porque no decorrer do processo terapêutico você pode descobrir que sofre de metástase psíquica.

        O que pode ser mais assustador do que você ser “tratado” de doente por ser o que você é?

Mas, afinal, para que serve a psicoterapia?

        Hoje se compreende que qualquer atividade que propicie bem-estar é terapêutico. Caminhar, jogar, cozinhar, correr ou falar dos outros. Espezinhar alguém, matar ou roubar, também é terapêutico para muitos. Então, terapêutico ainda tem a ver com cura?

        Atualmente, se diz terapêutico e não mais psicoterapêutico. Onde foi parar a psique, a alma? Ela se tornou prescindível? Quer dizer que você não precisa mais de uma alma? Que você não tem mais alma?De pernas pro ar

        Veja que apesar das qualidades divinas da alma, você a trata como um objeto, algo que “você” tem. Algo como uma família, um carro ou um sapato. Onde foi mesmo que você deixou a sua alma?

        Pois então, chega. “Eu vou pagar a conta do analista pra nunca mais ter que saber quem eu sou. Saber quem eu sou? ” (Cazuza, 1988). Você já não tem mesmo mais nenhuma alma para curar!

        A psicoterapia reúne um conjunto de técnicas especificas para facilitar a você a compreensão de si mesmo.

        De início, o simples compartilhar dos conflitos já ajuda a aliviar a pressão causadora do sofrimento. Durante o processo terapêutico, você passa a compreender como se formam os seus comportamentos. Desta maneira você pode perceber as situações por outros ângulos.

        O processo toma tempo, demanda esforço e comprometimento da sua parte. É um processo algumas vezes doloroso. Pode ser como tratar uma ferida.

        Mas afinal, o que é a Psicoterapia? A Psicoterapia consiste em sessões regulares de Psicologia Clínica.

        Ao longo das sessões de psicoterapia, você experiencia novas situações, emoções, outras facetas de si, novas formas de comportamento e se percebe que você consegue fazer coisas de forma diferente e satisfatórias para si.

        A psicoterapia nada mais é que um espaço para você dizer de si, para você ouvir a sua própria voz. É o espaço em que se torna possível você expressar a sua angústia – tão verdadeiramente sentida através daquele “aperto no peito” – e dar-lhe uma forma mais consciente de contornos firmes e concretos.

 

Psicologia de Rebanhos

O rebanho é os meus pensamentos

E os meus pensamentos são todos sensações.

(Fernando Pessoa)

 

        Na Psicologia de Rebanhos o foco está em apreender a lidar de forma diferente com as nossas sensações, que se codificam em emoções, e, posteriormente, em sentimentos, que alicerçam os nossos pensamentos.

Você sabe para que serve o Sistema Nervoso Somático?

        Você sabia que o sistema nervoso somático é composto por neurônios sensoriais e motores? Que esses neurônios submetidos ao seu controle consciente gera as ações motoras voluntárias dos seus músculos? Como a movimentação de um braço ou de uma perna?

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        Você sabia que esse controle consciente tem relação com a sua sobrevivência e “a qualidade da sua vida”?

 Psicofisiología – Sistema Nervoso Periférico (SNP) – Duração: 3:59.

                Tal como a emoção, a sua consciência tem relação com a sua sobrevivência. A consciência também é uma função de sobrevivência. Assim como a sua emoção, a sua consciência é construída na imagem que você tem do seu corpo. Portanto para que você seja influenciado pelos seus sentimentos, você precisa ter consciência desses sentimentos (Damásio, 2015).

Sistema nervoso
Sistema Nervoso Central Encéfalo (Córtex Cerebral, Ponte, Hipotálamo, Tálamo, Bulbo, Cerebelo), Medula Espinhal.
Sistema Nervoso Periférico Nervos Cranianos, Nervos Espinhais, Plexo Nervoso.
Neurônios Pericário, Dendritos, Axônio.
Células da Glia Oligodendrócito/Célula de Schwann, Astrocitos, Ependimocito, Micróglia.
Meninges Dura-máter, Aracnoide, Pia-máter
Sistema Nervoso Autônomo Sistema Nervoso Simpático, Sistema Nervoso Parassimpático, Entérico.
Referencias

Damásio, António. O mistério da consciência: do corpo e das emoções ao conhecimento de si. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

Wikipédia. Sistema nervoso somático. Acesso em 22 de abril de 2016. Disponível em.